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São-tomenses em destaque na residência artística em Maputo

Dois artistas de São Tomé e Príncipe, a rapper Vanessa Faray e o bailarino Eduardo Lourenço, estão entre os protagonistas da residência artística internacional que arrancou na última semana, em Maputo, a capital de Moçambique.
A iniciativa, inserida no projecto Resistência e Afirmação Cultural, reúne jovens criadores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, numa experiência colectiva que culminará a 12 de Setembro com um espectáculo multidisciplinar no Centro Cultural Moçambique-China.

O projecto visa investigar e recriar manifestações artísticas ocorridas durante o processo de libertação colonial dos PALOP e de Timor-Leste, assim como durante as lutas antifascistas em Portugal, promovendo uma releitura crítica da produção cultural.

Para esta residência, organizada numa parceria entre a Associação Cultural Scala e a Khuzula, foram recebidas mais de uma centena de candidaturas de artistas dos sete países. O espectáculo final, que cruza teatro, música, dança e poesia, reunirá em palco mais de 50 intervenientes, entre residentes e outros moçambicanos que integram a banda e asseguram toda a produção técnica. O produto final será filmado e documentado, para que, mais tarde, integre a plataforma digital CASA, uma biblioteca virtual das artes performativas dos países envolvidos no projecto.

Natural de São Tomé e Príncipe, Vanessa Faray destaca-se no rap e na fusão de estilos tradicionais. É voz principal da Orquestra Rizoma, participou na X Bienal de Artes de São Tomé e Príncipe e em projectos teatrais em Portugal. Já actuou no Brasil, Portugal e São Tomé, integrando espectáculos que cruzam música, dança e teatro. O seu trabalho experimental centra-se na identidade feminina afro-lusófona, afirmando-se como uma das vozes mais inovadoras da cena artística são-tomense.

Também são-tomense, Eduardo Lourenço é bailarino de ballet clássico, dança contemporânea, afro house e kuduro. Formado pela Academia de Artes de São Tomé, soma experiência como professor de ballet infantil e como coreógrafo do grupo de danças urbanas Os Dredinhos. Colabora ainda com o colectivo FDance, contribuindo activamente para o fortalecimento das artes cénicas no país e para a formação de novas gerações de bailarinos.

Além dos são-tomenses, a residência artística em Maputo junta Géssica Pedro e Odeth Cassilva de Angola, Suila Lima e Yacine Rosa de Cabo Verde, Janice Candé, Osvaldo Netos e Eugénia Lopes da Guiné-Bissau, Luís Fernandes, Carolina Monteiro e Francisco Vieira de Portugal, Shelcia Mac e Leia Nhambe de Moçambique, bem como Olga Boavida e Orlanda Mendonça de Timor-Leste.

O projecto Resistência e Afirmação Cultural é coordenado pela Associação Cultural Scala, de Moçambique, e reúne sete instituições dos países de língua portuguesa. A iniciativa conta com o apoio do PROCULTURA, uma acção do programa PALOP–TL e UE, financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões, I.P., e co-financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, que dispõe de um orçamento total de 19 milhões de euros e tem como objectivo contribuir para a criação de emprego nas actividades geradoras de rendimento na economia cultural e criativa nos PALOP e em Timor-Leste. O projecto conta ainda com o apoio estratégico do Ministério da Educação e Cultura de Moçambique e da Rede de Centros Culturais Portugueses nos PALOP, entre outros parceiros locais.

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