O Presidente de São Tomé e Príncipe, recandidato às eleições de hoje, apelou ao voto, elogiou o respeito institucional do povo e avisou os partidos de que devem contribuir para a preservação da paz.
Depois de votar num polo da Universidade de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova aproveitou ainda, em declarações aos jornalistas, para sublinhar que os bloqueios eleitorais são “um direito mal exercido”, confrontado com dois locais onde se verificou um boicote eleitoral, a sul da capital.
“Apelo ao cumprimento do dever cívico de votar de todos os são-tomenses. São Tomé e Príncipe é conhecido pelo respeito às instituições democraticamente instituídas e aos resultados eleitorais. O povo são-tomense tem a cultura da paz, da harmonia e da boa convivência social”, começou por afirmar o chefe de Estado, que procura a reeleição.
“Por isso, todos os partidos políticos devem contribuir para a preservação dessa paz, estabilidade e harmonia. Ninguém, repito, ninguém deve colocar em causa esta coesão”, defendeu Vila Nova.
Sobre os dois bloqueios eleitorais que foram registados esta manhã, sublinhou que “é um direito mal exercido, (…) porque votar, acima de tudo, é um direito consagrado na constituição e que permite às pessoas fazerem as escolhas para renovação dos mandatos de todas as instituições políticas que depois governarão o país”.
Ou seja, alertou, “não votar é (…) concordar com aquilo que os outros fizerem por eles”.
As primeiras horas de votação nas eleições presidenciais são-tomenses estão a ser marcadas pela fraca afluência às urnas e por dois bloqueios a sul da capital, disse hoje o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
O presidente da CEN adiantou que em outros locais ainda não se começou a votar, não porque exista algum bloqueio, mas “porque as pessoas estão ao redor das urnas sem exercer o direito de voto”.
O responsável acredita, contudo, que a situação se resolverá ao longo do dia.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), existem 358 assembleias de voto para estas eleições, 287 em São Tomé e Príncipe (distribuídas por seis distritos em São Tomé e pela Região Autónoma do Príncipe) e as restantes pela Europa (32 em Portugal) e 14 em quatro países africanos.
Mais de 142 mil eleitores são chamados hoje a escolher o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem incidentes de maior.
Quatro candidatos disputam as eleições presidenciais, cujo fecho das urnas está previsto para as 18:00.
O atual Presidente, Carlos Vila Nova, tem como principal adversário Nito d’Abreu.
Eugénio Tiny e Miques João são os outros dois candidatos, mas não contam com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.
Jorge Bom Jesus chegou a oficializar a sua candidatura, mas anunciou a sua desistência, ainda que fora do prazo legal. Ou seja, consta do boletim, mas, qualquer voto no candidato será considerado nulo.
Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.
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