UA destaca importância da nova Constituição guineense

Redação DW África com Lusahá 1 horahá 1 hora

O mediador da União Africana (UA) para a crise na Guiné-Bissau, Patrice Trovoada, disse hoje que o processo de transição no país deverá evoluir cumprindo compromissos assumidos, com presidenciais transparentes.

O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe encontra-se em Bissau para contactos com as autoridades civis e militares que conduzem a transição política no país.

Patrice Trovoada foi hoje recebido em audiência pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, e à saída prestou declarações transmitidas nos órgãos de comunicação social locais.

“Tive o prazer de estar com o Presidente da transição. Nós, evidentemente, como enviado especial da União Africana, passamos em revista a situação e a evolução do processo, depois do referendo“, declarou o responsável.

Segundo Patrice Trovoada, o Presidente garantiu que o processo decorrerá conforme o estipulado após a aprovação pelos guineenses de uma nova Constituição através de um referendo popular realizado no passado dia 30 de agosto.

 “Essa Constituição que foi referendada, que é uma Constituição que deverá servir o povo guineense em primeiro lugar e os responsáveis que serão escolhidos pelo povo, essa Constituição que deverá não só servir, mas ser respeitada por todos, é um passo importante”, sublinhou Trovoada.

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Apelo a presidenciais “transparentes e inclusivas”

Olhando para o futuro, o mediador da UA apontou para a etapa seguinte: “Agora, esperemos que vamos continuar a evoluir em direção às eleições presidenciais, sempre procurando que esse processo seja o mais transparente e inclusivo possível”.

Os militares guineenses protagonizaram um golpe de Estado em 26 de novembro de 2025, um dia antes da publicação dos resultados de eleições legislativas e presidenciais, afastaram do poder o então Presidente eleito, Umaro Sissoco Embaló, e avançaram com uma nova Constituição que reforça os poderes do chefe de Estado.

oposição considerou que se tratou de um golpe de Estado encenado para permitir que Sissoco Embaló regresse ao poder através de novas eleições presidenciais e legislativas, marcadas pelos militares para 6 de dezembro.

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