São Tomé/eleições: Comissão Eleitoral garante que tem pronta logística para votação de domingo

A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) são-tomense garantiu hoje todas as condições materiais e logísticas para a votação de domingo, reafirmando o apelo à população para exercer o direito de voto e contribuir para definir o futuro do país.

“Até domingo, nós temos toda essa garantia. Nesse momento, também, nós sabemos que o secretário da Comissão Eleitoral está em conversações com o Governo para que nós, ainda no dia de hoje, fechemos tudo isso a 100%”, afirmou o presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento.

O presidente da CEN esclareceu que falta assegurar cerca de 40% da parte financeira para a fase de apuramento distrital e geral que acontecerá após a votação de domingo.

Jeudiger do Nascimento apelou à participação massiva dos eleitores, posicionando-se contra todo o apelo à abstenção, incluindo do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada.

“O voto de cada são-tomense conta para definir o futuro do país. Quem não semeia não deve almejar colher. Por isso, quem não vota não deve reclamar”, acrescentou Jeudiger do Nascimento, durante uma conferência de imprensa na sede da CEN, na capital são-tomense.

A comissão enalteceu a forma como decorreu a campanha eleitoral, que termina hoje, sublinhando que, de modo geral, os partidos e candidatos puderam apresentar algumas ideias que deverão ser avaliadas e escolhidas pelos eleitores.

“Essa avaliação deverá ser feita com consciência, tranquilidade e sem pressão para que, no dia 27, cada cidadão eleitor possa exercer o seu direito de voto e fazer assim a sua opção que virá definir o futuro do nosso país nos próximos quatro anos”, defendeu.

Nascimento assegurou que a CEN e a Direção dos Registos procuraram resolver todas as reclamações de eleitores que tiveram dificuldades no recenseamento, e também adotou vários meios para verificação e consulta das inscrições, para evitar que eleitores sintam-se impedidos de votar, como aconteceu nas eleições presidenciais de 19 de julho.

“Todos os eleitores que viram os seus nomes nos cadernos provisórios, os nomes estão também no caderno definitivo”, declarou, referindo que foram apresentadas 859 reclamações e que apenas 29 não foram resolvidas “por falta de documentos comprobatórios”.

Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN); e o Movimento Basta.

Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.

Lusa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *