Este ano assinala-se o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China (PCCh). Ao longo dos seus 105 anos de história, o Partido tem permanecido fiel à aspiração original e a missão fundadora de lutar pelo bem-estar do povo chinês e do rejuvenescimento da nação, tendo sempre como objetivo dar uma vida melhor ao povo.
I. Da aspiração original do Partido à luta pela modernização chinesa
Quando o Partido Comunista da China foi fundado, em julho de 1921, a China encontrava-se mergulhada na pobreza e na fraqueza, enquanto o povo chinês vivia numa sociedade semicolonial e semifeudal. O país era humilhado, o povo sofria e a civilização chinesa, com mais de cinco mil anos de história, enfrentava adversidades sem precedentes. Foi nesse contexto que a concretização da grande revitalização da nação chinesa passou a constituir a maior aspiração do povo e da nação, tornando-se igualmente a aspiração original e a missão fundadora do Partido Comunista da China.
Após o esforço árduo e extraordinário, e tendo passado pelas provações da Expedição do Norte, da Guerra Revolucionária Agrária, da Guerra de Resistência do povo chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra de Libertação, o Partido Comunista da China conduziu o povo chinês à derrota das tr
ês grandes forças opressoras—o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático—e fundou, em outubro de 1949, a República Popular da China.
Ao longo de mais de 70 anos desde a fundação da Nova China, sob a liderança do Partido Comunista da China, o país criou dois grandes milagres—o rápido desenvolvimento económico e ao mesmo tempo, a estabilidade social constante. A China já é a segunda maior economia do mundo, ocupa há vários anos o primeiro lugar mundial nas trocas comerciais, e tem um rendimento nacional bruto per capita de 13.8 mil dólares americanos e uma esperança média de vida da população para 78,6 anos. É também o único país do mundo que possui todas as seções da classificação industrial das Nações Unidas, compostas de 41 divisões, 207 grupos e 666 classes,tendo concluída uma industrialização que os países capitalistas ocidentais levaram vários séculos a concretizar, e através dum caminho único de desenvolvimento pacífico e independente.
II. Da construção da China à contribuição para o mundo
A modernização chinesa, sob a liderança do Partido Comunista da China, não só proporciona uma vida melhor ao povo chinês, como também contribui para o desenvolvimento mundial.
A China eliminou pela primeira vez na história a pobreza absoluta, librando a quase 800 milhões de gente da pobreza, o
qual alcançou, com 10 anos de antecedência, a meta de redução da pobreza estabelecida na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas—Uma contribuição única para a causa mundial da erradicação da pobreza na história humana.
A China alimenta cerca de 20% da população mundial com apenas 9% das terras aráveis e 6% dos recursos de água doce do mundo, dando uma importante contribuição para a salvaguarda da segurança alimentar global.
A China lançou a Iniciativa Cinturão e Rota cuja vitalidade está a ser testemunhada por mais de 200 documentos de cooperação com mais de 150 países e mais de 30 organizações internacionais, injetando um forte impulso na conectividade internacional e no desenvolvimento comum.
A China segue firmemente o caminho do desenvolvimento verde, e promove constantemente a florestação, o reflorestamento e o combate à desertificação. O país contribuiu com mais de 25% do aumento da área verde do planeta, sendo que uma em cada quatro novas folhas verdes do mundo provém da China. O volume das reservas florestais ultrapassa os 20 mil milhões de metros cúbicos, fazendo da China o país com o maior crescimento dos recursos florestais e a maior área de florestação artificial do mundo, prestando uma importante contribuição para o combate global à desertificação e às alterações climáticas.
A China promove ativamente a transição energética verde
e de baixo carbono. A capacidade instalada de energias renováveis atingiu 2,16 mil milhões de quilowatts—mais de 40% do total mundial. O país estabeleceu o maior mercado do mundo de comércio de direitos de emissão de carbono em termos de cobertura das emissões de gases com efeito de estufa. A capacidade instalada de energia eólica e solar fotovoltaica ocupa o primeiro lugar no mundo durante vários anos consecutivos, enquanto a produção e as vendas de veículos de nova energia mantêm a liderança mundial durante uma década, injetando continuamente um forte dinamismo na transição verde e de baixo carbono à escala global.
A contribuição da China para o crescimento económico mundial tem-se mantido em cerca de 30% ao longo do tempo. Num contexto internacional marcado por crescentes turbulências económicas e comerciais, a China implementou unilateralmente uma política de tarifa zero para todos os países africanos com relações diplomáticas com a China, desempenhando um papel importante na recuperação da economia mundial e na estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais.
Sob a liderança do Partido Comunista da China, a China tem seguido, de forma firme, uma política externa independente de paz. Sendo o único país que consagra na sua Constituição o compromisso de seguir o caminho do desenvolvimento pacífico, a China mantém-se firmemente empenhada na salvaguarda da ordem internacional tendo as Nações Unidas no seu centro.
A China tem apoiado, através de ações concretas, o verdadeiro multilateralismo e a causa da paz internacional. Em 1954, na Conferência de Bandung, a China formulou os Cinco Princípios da Coexistência Pacífica. E 72 anos depois, o país é o segundo maior contribuinte para o orçamento regular das Nações Unidas e o maior contribuinte de tropas para as missões de paz entre os membros permanentes do Conselho de Segurança.
Sob a orientação do Pensamento de Xi Jinping sobre a Diplomacia, a China persiste em promover a construção de um novo tipo de relações internacionais e da Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade, defende um mundo multipolar igualitário e ordenado e uma globalização económica universalmente benéfica e inclusiva, e contribui continuamente com estabilidade e energia positiva para um mundo marcado por transformações e turbulências.
Nos últimos anos, o Presidente Xi Jinping apresentou a importante visão da construção da Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade, bem como as quatro Iniciativas Globais, oferecendo a sabedoria e as propostas da China para o mundo atual para superar os desafios do desenvolvimento e aperfeiçoar a governação global.
III. Forjar a profunda amizade entre a China e África na solidariedade e na cooperação
O Partido Comunista da China sempre valoriza a amizade tradicional com os países africanos. Este ano assinala-se o 70.º
aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e os países africanos. Ao longo destas 7 décadas, sob a liderança de sucessivas gerações de dirigentes chineses e africanos, a China e África apoiaram-se mutuamente na luta pela independência nacional, na salvaguarda da soberania dos seus Estados e no avanço da modernização nacional, forjando uma profunda amizade e alcançando numerosos resultados concretos de cooperação, visíveis e tangíveis, que beneficiam a população e promovem o desenvolvimento comum.
Desde a construção conjunta, na década de 1970, da Ferrovia Tanzânia–Zâmbia (TAZARA), pelos povos da China, da Tanzânia e da Zâmbia, conhecida como a «Estrada da Liberdade» e a «Estrada da Amizade», à inauguração do Centro de Conferências da União Africana, construído com o apoio da China, até aos numerosos projetos de cooperação hoje realizados nas áreas das ferrovias, rodovias, portos, energia, educação, saúde, instalações desportivas e centros de demonstração agrícola, a cooperação sino-africana tem-se mantido sempre orientada e centrada no bem-estar dos povos, e ajudar os países africanos a reforçar a sua capacidade de desenvolvimento autónomo.
A cooperação entre o Partido Comunista da China e os países africanos está sempre voltada para o futuro. Em 2024, a Cimeira de Beijing do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) elevou as relações China-África para uma comunidade China-África de futuro compartilhado para a nova
era em todas as condições. Ambas as partes acordaram em promover conjuntamente as Dez Ações de Parceria para a Modernização.
Nos últimos anos, a cooperação prática entre a China e África em diversos domínios tem-se aprofundado continuamente e produzido resultados cada vez mais sólidos, tornando-se um modelo da cooperação Sul-Sul e contribuindo de forma significativa para a modernização dos países do Sul Global.
IV. Promover a cooperação entre a China e São Tomé e Príncipe sob a orientação da parceria estratégica
Na nova era, o Partido Comunista da China continuará a pautar-se pelos princípios do respeito mútuo, do tratamento em pé de igualdade e do benefícios mútuos e ganhos compartilhados. Juntamente com os partidos políticos de São Tomé e Príncipe, estreitará a amizade entre os povos, expandirá a cooperação bilateral, promoverá a sinergia entre os resultados da FOCAC, do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e a construção da parceria estratégica entre a China e São Tomé e Príncipe, e aprofundará as cooperações nos domínios das infraestruturas, agricultura, saúde, formação de recursos humanos, economia azul e desenvolvimento verde, transformando a amizade entre os dois povos em mais resultados concretos de cooperação.
Hoje, num novo ponto de partida assinalado pelo 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e pelo 70.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e os países africanos, a China continuará a seguir uma política externa independente de paz, a defender o princípio da sinceridade, dos resultados concretos, da amizade e da boa-fé para com África, bem como a abordagem correta sobre justiça e interesses. Juntamente com os países africanos, incluindo São Tomé e Príncipe, partilhará oportunidades de desenvolvimento e promoverá o bem-estar dos povos, impulsionando continuamente a construção de uma comunidade China-África de futuro compartilhado através da modernização da China e dos países africanos.