O Presidente da República defendeu que a organização não pode “perder o norte” e tem de promover, dentro e fora, os seus valores fundadores. Seguro assumiu estas posições numa visita à sede da CPLP.
O Presidente da República, António José Seguro, prometeu esta sexta-feira empenho no reforço da CPLP e defendeu que esta organização não pode “perder o norte” e tem de promover, dentro e fora, os seus valores fundadores.
O chefe de Estado assumiu estas posições numa intervenção durante uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, numa sessão solene fechada à comunicação social, posteriormente divulgada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
“É com grande satisfação que visito esta nossa casa da lusofonia. Fiz questão de realizar esta visita como sinal do compromisso inabalável de Portugal com a CPLP e do meu empenho pessoal no reforço da nossa comunidade assente na força dos laços históricos, culturais e económicos, na amizade e no diálogo que unem os nossos países e os nossos povos”, afirmou.
Numa altura em que a Guiné-Bissau está suspensa da CPLP, na sequência do golpe militar de novembro do ano passado, e foi substituída por Timor-Leste no exercício da presidência temporária da organização, António José Seguro deixou uma mensagem sobre “o pilar da concertação político-diplomática”, na parte final do seu discurso.
O Presidente da República descreveu o atual contexto global como “cada vez mais polarizado” e com crescentes ameaças aos “princípios básicos da ordem internacional”.
“Em tempos de instabilidade e incerteza, é importante recordar de onde partimos e não perder o norte”, defendeu.
António José Seguro referiu que na Declaração Constitutiva da CPLP se pode ler, logo no início, que os seus fundadores estavam “imbuídos dos valores perenes da paz, da democracia e do Estado de direito, dos direitos humanos, do desenvolvimento e da justiça social”.
“Não devemos esquecer nunca esses valores que nos unem. E não devemos esquecer nunca o poder que, juntos, temos de defender e promover esses valores dentro e fora das nossas fronteiras”, acrescentou.
A CPLP tem nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial, cuja adesão, em 2014, criou polémica, e que ainda não exerceu a presidência rotativa da comunidade, o que tem motivado divergências entre os países fundadores.