Professores e funcionários da Universidade de São Tomé e Príncipe entregaram um pré-aviso de greve ao Governo para o dia 26 de janeiro, reivindicando a aprovação do estatuto remuneratório e o estatuto da carreira do pessoal não docente.
Os representantes da comissão reuniram-se com a ministra da Educação, Isabel Abreu, na quarta-feira, num encontro em que dizem ter iniciado as negociações sobre os pontos considerados essenciais do caderno reivindicativo, que inclui também o facto de não terem sido contemplados no ajuste salarial efetuado pelo Governo em finais do ano passado.
“A Universidade já tem mais de 10 anos e o documento reitor da Universidade, que é o estatuto da carreira docente e o estatuto remuneratório, nunca foi aprovado”, sublinhou o porta-voz da comissão, Dossavi Freitas.
O representante da comissão avançou que espera “bom senso e uma maior abertura da ministra”, tendo em conta que “existem aspetos cruciais que não podem ficar para trás”.
A comissão defendeu ainda maior valorização de docentes com formação superior de mestrado e doutoramento.
“Nós temos pessoas com mestrado e doutoramento a receber como professores com simples licenciatura, e isso não é compatível. Precisamos de primar pela excelência e, se primarmos pela excelência, temos de pagar em função das categorias que cada um tem”, alertou o porta-voz da comissão.
Lusa