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Desenvolvimento de S. Tomé e
Príncipe passa por
Zonas Francas
27-12-2006
O biólogo de formação, Engenheiro e Deputado da Assembleia
Nacional, Dr. Arzemiro dos Prazeres,
(na foto) defendeu que S. Tomé e Príncipe tem esperança e é um
país viável do ponto de vista da criação de um centro de negócios Off Shore,
sob a orientação estatutária de Zonas Francas pelas autoridades santomenses.
O Director Executivo desde Novembro do ano passado, vê que a modernização do
Aeroporto de S. Tomé e Príncipe será um Centro de Negócios apropriado. Numa
altura, segundo o projecto, em que poderá ser empregados cerca de 5000
trabalhadores, estimativa que Arzemiro dos Prazeres optimiza na esperança de
resolver o problema do desemprego dos Santomenses.
Nasceu na Ilha do Príncipe, a 24 de Outubro de 1958, de uma das famílias
nobres daquele território. Seu pai Manuel dos Santos Batista dos Prazeres,
ex funcionário das Alfandegas o levou para Angola, muito novo, onde iniciou
os seus estudos académicos, tendo vindo a concluir os seus estudos, 1975, em
S. Tomé, após o regresso da família. Seguindo daí em diante a trajectória
profissional em integração no contexto sócio cultural e político, Arzemiro
de Jesus da Costa dos Prazeres foi professor na Escola Patrice Lumumba como
no Liceu Nacional, 1975 a 1978, altura em que partiu para Líbia, onde fez
estudos militares. Dois anos depois, é seleccionado como jogador de Futebol
da Selecção Nacional, estágio que não demorou muito pois Arzemiro viu-se em
1980 contemplado com uma bolsa de estudos que o levou para Brasil e mais
precisamente para a Universidade do Rio de Janeiro, para licenciar-se em
Biologia. Concluída a pós-graduação em 1987, Arzemiro da Costa dos Prazeres
defende a tese do aproveitamento tecnológico de tubarão e seus derivados
bem como o desenvolvimento das espécies de Telapia (ou seja papê) em
cativeiro para produzir peixes destinados aos restaurantes. Para o efeito
estagia-se em alguns centros de restauração do Brasil, tendo-se saído
perfeitamente do sistema do Centro da Universidade. O nosso visado regressa
ao país em 1987 e é nomeado Director das Pescas, função que exerce
activamente havendo negociado vários acordos de pesca para o país com a
União Soviética, Espanha e Japão com quem instala dois projectos de Pesca
Artesanal. Ainda em 1987 Prazeres cria a Associação dos Amigos da Natureza,
ONG ligada ao património ambiental, a fauna e a flora, o rio, as águas e a
natureza florestal do País.
Vida e obra sócio-política
O papel que o nosso entrevistado
desempenha no plano histórico de S. Tomé e Príncipe tem a ver com dois
momentos especiais da sua vida, como nos conta: Em primeiro lugar, Arzemiro
é um dos 10 jovens quadros que em 1990 criou o chamado Grupo de reflexão, no
sentido de levar o País a mudanças sócio político e cultural profundas. Este
grupo vem a transformar-se no Partido de Convergência Democrática, PCD-GR
concorrendo-se às 1ª eleições legislativas multipartidárias de 1990. Pouco
depois, o Director das Pescas ascende ao cargo de titular da pasta do
Comércio, Indústria, Turismo e Pescas.
Deixao cargo e o País três anos depois,
em Libreville é nomeado Administrador do Comité Regional das Pescas do Golfo
da Guiné, cargo esse que exerce durante alguns anos após os quais regressa
de novo ao país 2001, altura em que o PCD/GR indica-o para Presidente do
Partido. Em 2002, volta para o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo,
cargo que não mantêm para abraçar outras contribuições políticas ao País.
Também indigitado Administrador da CST,
antes de ser Ministro em 2002, Arzemiro dos Prazeres é indicado para dirigir
as actividades de implementação das Zonas Francas, e em 2003 é nomeado seu
Director Executivo, pasta que acumula actualmente com as de Deputado da
Assembleia Nacional.
Já foram entregues os estudos para a
implantação das Zonas Francas do Aeroporto Internacional de S. Tomé que
poderão permitir o início das actividades off shores, à partir de 2007. Quem
o diz é o Director Executivo da Autoridade de Zonas Francas, o Engenheiro
Arzemiro dos Prazeres, Biólogo de formação e várias vezes indicado para
dirigir sectores ligados ao Comércio, Turismo, Industria, Serviços e outros.
Desta feita foi nomeado, desde quatro de Novembro de 2004, para realizar as
actividades de implantação das zonas francas em S. Tomé e Príncipe.
Arzemiro dos Prazeres, em entrevista
concedida ao Jornal Tropical enfatizou com optimismo que o Centro de
Negócios off Shore de S. Tomé e Príncipe e a Zona Franca do Aeroporto
Internacional, serão um Centro de prestação de serviços capaz de trazer
muitas vantagens para o povo santomense. Uma das primeiras vantagens será o
aumento do fluxo comercial entre os países da região em que S. Tomé e
Príncipe se integra reciprocamente de lá par cá como de cá para lá. A
utilização de muitíssima mão d’obra qualificada e não qualificada permite um
aumento considerável do fluxo do emprego de que o país carece.
O envolvimento do sector empresarial nos
centros off shores contribuirá muito para o desenvolvimento e melhoria do
nível empresarial do país acompanhando assim a evolução dos mecanismos
comerciais desenvolvidos no âmbito da globalização que cresce a cada dia. A
transformação de produtos de interesse comercial a realizar dentro das
actividades das zonas francas de S. Tomé e Príncipe, cujas patentes” Made
In S. Tomé e Príncipe”, será exclusivamente santomense e muito contribuirá
para o reforço do Orçamento Geral do Estado, OGE.
Da região Autónoma do Príncipe, o Eng.
Arzemiro dos Prazeres, realçou também estudos para o apoio à actividade
petrolífera e à navegação do Golfo da G uiné, a chamada Zona Franca da Baía
das Agulhas, que economicamente é viável desde que nós consigamos manter o o
equilíbrio entre a estabilidade social, económica e política cultural do
país.
Os factores que contribuem para este
sucesso económico no País, são as Zonas Francas e o combate ao desemprego, a
aceleração do turismo e obviamente a exploração petrolífera. É necessário
que o País invista na formação, pois existe um deficit de competências,
principalmente em áreas especializadas tais como as dos médicos, dos
cirurgiões, de toda a saúde em geral, o sector dos tribunais, os advogados,
os economistas especializados, técnicos de vária ordem nas empresas como
sectores da indústria energética, infra-estruturas, petróleo, gás, água,
telecomunicações, outros e outros.
O Director da Autoridade das Zonas
Francas disse que temos tudo isso no País, mas não há especialistas na área.
Precisamos especializar gente para dar cobertura à todas as nossas
necessidades, conforme disse o nosso interlocutor.
Octávio
Soares |
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