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Angola não volta a
receber empréstimos
do FMI”
Em Novembro de 2009,
o FMI aceitou
acordar um crédito
de 1,4 mil milhões
USD para ajudar
Angola a
reconstituir as suas
reservas de divisas,
depois de uma baixa
do mercado do
petróleo diante da
recessão mundial.
O ministro angolano
da Economia, Abraão
Gourgel, afastou
esta terça-feira, em
Lisboa, a hipótese
de o País voltar a
receber um
empréstimo do Fundo
Monetário
Internacional (FMI),
mas admitiu que a
instituição
internacional possa
prestar consultoria
ao Governo.
Questionado pelos
jornalistas, numa
conferência conjunta
com o ministro
português da
Economia e Emprego,
Álvaro Santos
Pereira, sobre o
futuro da relação de
Angola com o FMI,
Abraão Gourgel disse
que "mais do que os
recursos financeiros
disponibilizados, o
que interessava ao
Governo angolano (no
acordo "stand by"
com o FMI) era o
suporte, em termos
técnicos, às
reformas que Angola
já tinha começado a
fazer".
Essas reformas,
acrescentou,
permitiram dar a
Angola a
"credibilidade para
conseguir novas
condições de rating"
e também reforçar o
processo de
estabilização
macroeconómica no
País.
"A esse nível, sim,
pensamos continuar a
contar com a
participação do FMI,
mas não
necessariamente num
programa com esta
configuração", disse
Abraão Gourgel,
admitindo que a
colaboração possa
passar por "uma
prestação de
consultoria".
F: Espansão
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