
JORNAL TROPICAL
PARLAMENTO SÃO-TOMENSE TRAVA CONFRONTO ENTRE MILITARES E POLÍCIAS
19-10-2007
- O presidente do Parlamento
são-tomense, Francisco Silva, liderou até à madrugada da quinta-feira uma
intensa
maratona negocial entre o Governo e representantes da Polícia de
Intervenção (PIR), que há mais de uma semana detêm o controlo do Comando
Geral da Corporação, para salvar as ilhas daquilo que poderia ter sido uma
noite violenta e sangrenta.
Após ter estado reunido em Conselho de Ministros durante todo o dia de
quarta-feira, na presença de altos oficiais das Forças Armadas e dos
serviços de segurança do país, o Executivo do engenheiro Tomé Vera Cruz
lançou um ultimato aos 100 elementos da PIR para que depusesem as armas e
abandonassem o Comando Geral da Polícia.
Segundo um comunicado da reunião lido pelo ministro da Admnitração
Territorial, Armindo Aguiar, o Governo exigiu que "esses agentes da Polícia
de Intervenção Rápida, deponham as armas e abandonem de imediato o Comando
Geral da Polícia" e apelou "aos familiares próximos, às pessoas de boa
vontade e aos partidos políticos para usarem da sua influência" e levar os
revoltosos a acatarem a decisão governamental.
Mas, o últimato esbarrou na obstinação dos "Ninjas", nome pelo que são
conhecidos em São Tomé e Príncipe os elementos da PIR, pelo que o Governo
fez sair à rua blindados de assalto "BRDM" equipados com metralhadoras de
grande calibre e canhões RPG-7, armamento que joga papel importante na
demolição de vedações fortificadas.
Já por volta das 20 horas de quarta-feira e sem que tivesse sido decretado
recolher obrigatório, as ruas da cidade de São Tomé habitualmente bastante
agitadas estavam completamente desertas e era notório o estado de alerta e
prontidão do Exército que protagonizou um cerco ao Comando Geral da Polícia
no intuíto de o assaltar e repor a ordem à força.
Segundo o mesmo comunicado do Governo, o comportamento dos Ninjas "é
anti-social, coloca o país numa situação de desmando e alteração da ordem
pública e paz social e é elemento gerador da subversão da ordem pública".
Para evitar o que poderia ter sido um verdadeiro banho de sangue, o
presidente da Assembleia Nacional (AN, Parlamento são-tomense) chamou de
emergência uma delegação dos Ninjas à mesa negocial e, após várias horas de
conversa, os deputados reuniram-se durante horas à porta fechada com o
primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, e com o ministro da Defesa e Ordem
Interna, Óscar Sousa.
Mais tarde, os Ninjas voltaram a ser chamados ao Palácio dos Congressos,
sede do Parlamento são-tomense, onde permanceram novamente durante várias
horas em conversa com Francisco Silva e com os grupos parlamentares que
compõem a Assembleia Nacional, antes de se convocar o comandante-geral da
Polícia, Gilberto Andrade.
A PANA apurou que, caso não tivesse havido a intervenção quase "milagrosa"
da AN, os 100 agentes revoltosos da PIR altamente treinados em Angola para
situações de combate e controlo de situações de tumulto e motim, já estavam
de alerta e preparados para protagonizar o que seria a primeira guerrilha
armada das ilhas.
Fonte próxima aos ninjas garantiu que após terem cercado o Comando Geral da
Polícia, se os militares tivessem avançado para um assalto armado, teriam
sido atacados por trás pois os insurrectos pretendiam retirar-se
antecipadamente do Comando e actuar em pequenos grupos de dois ou três
elementos.
Estaria assim aberta a guerrilha urbana já que, do outro lado da barricada,
o Exército e outras unidades das forças armadas, para além do cerco ao
Comando Geral, fariam um cordão de combate em torno da cidade de São Tomé,
avança a mesma fonte.
O pior parece ter sido evitado, pelo menos por agora, mas o estado de tensão
que se vive nas ilhas é bastante evidente.
Durante toda a manhã desta quinta-feira, colunas do Exército patrulhavam a
cidade com um reforço de dezenas de soldados estacionados ao largo da
principal praça da cidade de São Tomé.
Na unidade da Guarda Costeira onde funciona o Ministério da Defesa, o
aparato militar era evidente, enquanto que a discreta mas muito bem treinada
e equipada Guarda Presidencial dava sinais de estar em alerta máximo e como
esta todas as polícias e serviços de segurança e defesa do Estado, sendo que
até mesmo altas patentes do Exercito, que normalmente se vestem a civil,
envergaram o camuflado de combate.
MOTOQUEIROS DÃO RECORD AOS TAXISTAS DE S. TOMÉ
04-10-2007 -Os
taxistas que fazem carreira para diversas localidades de S. Tomé
encontram-se preocupados com a situação que
vivem
a seis meses para cá. É de salientar que o desassossego dos taxistas provêm
do número de clientes que estão a diminuir em cada dia que passa de uma
forma admirável.
A causa deste transtorno significa que os santomenses entraram na moda de circulação por motorizadas de aluguer, deixando os táxis para trás, estando as pessoas com a preferência de alugar as motorizadas como o veículo mais fácil e mais rápido de corresponder aos objectivos pretendidos.
São cerca de 50 os táxis que fazem viagens para a zona de Boa Morte e Oquê-Del- Rei, principalmente e encontram-se lesados com a proliferação dos motoqueiros de aluguer. De salientar que eles comparecem na praça de S. Tomé as três horas de madrugada e possivelmente só conseguem três viagens por dia. Enquanto anteriormente, conforme a organização no parque do estacionamento de Boa Morte os taxistas “faziam entre oito a dez viagens por dia e hoje só três com muita sorte. Por isso, estamos revoltados com a situação, submetemos uma carta reivindicativa ao Presidente da Câmara Distrital de Água Grande e até então não conseguimos obter a resposta para colmatar essa situação”.
Nesta circunstância, alguns proprietários dos táxis já começaram a vender as suas viaturas com o fim de comprarem as motorizadas para frete. É o que dá o dinheiro que actualmente serve para o ganha-pão dos santomenses, principalmente os que se dedicam ao trabalho de frete e aluguel.
O grupo de aluguer das motas encontram-se nas seguintes artérias da cidade capital: Ao lado da Igreja da Nossa Senhora de Conceição, ao lado do Mercado Municipal, em Frente da Padaria Miguel Bernardo e no Mercado Novo.
Octávio Soares
A QUALQUER MOMENTO, UM SEGUNDO OPERADOR DA REDE MÓVEL NO MERCADO SANTOMENSE
14-09-2007
-O
Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Geral de Regulação
(AGER),
Orlando Fernandes, agenda como possível para breve:
Trata-se do primeiro ano de existência da AGER. As relações com o Ministério das Obras Públicas e Infraestruturas têm sido excelentes, disse Orlando Fernandes, pois o Ministro tem dedicado grande atenção à reforma e ao desenvolvimento do sector das Telecomunicações e dos Correios.
Acerca de melhorias, disse Fernandes, tenho a salientar que se procedeu ao recrutamento de técnicos qualificados e à aprovação de um conjunto de diplomas legislativos fundamentais para o bom funcionamento da instituição.
Foram também aprovados os Projectos de Decretos que atribuem licenças da Rede Fixa e Rede Móvel ao operador histórico, CST, cuja consequência imediata será a total liberalização das telecomunicações em São-Tomé e Príncipe.
Em finais do segundo trimestre, será lançado o concurso público para a entrada do segundo operador da Rede Móvel no mercado.
Perspectivas
● Expansão às zonas rurais de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação;
● Acesso à Internet de grande maioria da população, incentivando a abertura massiva de centros de acesso;
● Instar os operadores na área das telecomunicações a acompanhar as diligências da UIT para a implementação da Rede de Nova Geração (NGN - New Generation Network).
● Incentivar a cobertura total do território nacional pela Rede Móvel.▪
Fonte: Revista da MOPI (ministério das Obras Públicas e Infraestruturas). O título é de nossa inteira responsabilidade.
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