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“O TURISMO DO
CONHECIMENTO – A
CIÊNCIA EM NOSSA
VIDA”
30-01-2012-O
turismo educacional
precisa ser
explorado e mostrar
a ciência em nossa
vida é extremamente
importante para o
crescimento
intelectual, além de
contribuir para
ampliação da visão
crítica da
sociedade.
Um exemplo – o
Parque Estadual
Fritz Plaumann, em
Concórdia, Santa
Catarina - Brasil,
741 hectares da
Floresta do Rio
Uruguai, lá se
encontra um
exuberante parque de
Floresta Estacional
Decidual (FED), que
pode ser visto no
site:
http://www.parquefritzplaumann.org.br/.
Destaco neste artigo
a pessoa que deu
nome a este parque o
Dr. Fritz Plaumann,
ele foi um dos
maiores e mais
respeitados
pesquisadores
entomológicos do
mundo (entomologia é
o estudo de
insetos). Ele
descobriu 17.000
espécies de insetos,
1.500 desconhecidos
da ciência, seu
acervo está
conservado no Museu
Entomológico Dr.
Fritz Plaumann,
construído em frente
de sua casa pela
Prefeitura de Seara
– Santa Catarina e
pela Fundação
Catarinense de
Cultura com apoio do
Banco do Brasil. São
80 mil exemplares
conservados e
catalogados, sem
similar no mundo,
pois 70% das 17.000
mil espécies não
existem mais. A
administração actual
do museu é feita
pela UFSC
(Universidade
Federal de Santa
Catarina) e a
Prefeitura de Seara.
As borboletas
são as musas da
coleção, do estado
larval até ao
adulto, com o mesmo
critério com outras
espécies como o
mosquito Aedes
Aegypt, transmissor
da dengue e da febre
amarela. No museu
encontram-se
bichos-pau, moscas,
vespas, percevejos,
abelhas, gafanhotos,
lavadeiras,
louva-a-deus,
borboletas diurnas e
nocturnas com
combinação de cores
e tons. Dos
exemplares da
colecção 95% são da
região do Alto
Uruguai.
Porque o
destaque a este
cientista? Sua
paixão nasceu desde
menino, quando
morava em Pressich
Eylau, na antiga
Prússia Oriental,
actual Lituânia na
Europa, quando na
época já se
interessava por
animais, por ocasião
da 1ª Guerra
Mundial, veio com os
pais para o Brasil e
ficou encantado com
a fauna e flora
brasileira,
catalogando tudo em
sua pesquisa, apesar
das dificuldades do
início ele conseguiu
capturar, conservar
e classificar
espécies apanhadas
no Alto Uruguai. Com
intercâmbio de
insetos, conseguiu
solucionar a falta
de livros, que
também resultou
grande
reconhecimento pela
comunidade
científica
internacional, ele
enviava insetos
recebendo em troca
livros e outros
insetos. Suas
amostras estão em 12
países pelo mundo,
entre eles destaco:
o British Museum, de
Londres, de
Estocolmo, Viena e
Belgrado. Ele foi o
primeiro a defender
o controle de pragas
nas lavouras no
Brasil, como medida
preventiva. Foi
perseguido na década
de 70 pelo extinto
IBDF – Instituto
Brasileiro de
Desenvolvimento
Florestal, acusado
de dizimar a fauna
porque enviava
espécies para o
exterior, que
ironia! O acervo de
Plaumann pode
auxiliar no estudo
dos desequilíbrios
de ecossistemas
provocados pelos
desmatamentos,
queimadas, uso de
agro tóxicos, dentre
outros.
Com o
título de Grã-Cruz
do Mérito Científico
da Alemanha, a mais
alta condecoração do
género concebida por
seu país de origem,
considerado pela
Californian Academy
Of Science como o
maior coleccionador
de insectos da
América Latina no
século XX. Falecido
em 1994, dizia que
actual consciência
ecológica havia
despertado muito
tarde em nossa
sociedade. Sem
dúvida uma pessoa
que merece respeito
pela sociedade
académica mundial,
pois o seu legado
ainda está sendo
estudado e o
horizonte das
descobertas em prol
ao auxílio da raça
humana e da natureza
ainda se faz
presente.
Este pequeno
artigo mostra que
existem milhões de
locais que podem ser
vistos e estudados
pelo turismo do
conhecimento,
criando
oportunidades de
intercâmbios
académicos e
culturais pelo
mundo, além de
auxiliar no
desenvolvimento
econômico de suas
localidades. Seja
você também um
colaborador do
turismo do
conhecimento!
Economista e
palestrante Welinton
dos Santos
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