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Operadores turísticos e comerciantes do arquipélago de São Tomé e Príncipe manifestam preocupação com efeitos negativos causados pela febre ébola que atinge alguns países da África Ocidental.

19-09-14 Os comerciantes nigerianos responsáveis pelo abastecimento do mercado informal em São Tomé e Príncipe mostraram-se preocupados, quinta-feira, com o fim de stock das suas mercadorias devido ao enceramento das fronteiras com os países afetados pela epidemia de Ébola, ao mesmo tempo que setor turístico  começou a ressentir-se do impacto negativo da febre hemorrágica.

"As agências de viagens não estão a nos vender passagens e já estamos em dificuldades. As nossas mercadorias estão no fim", disse Simon Cato, presidente da associação dos nigerianos residentes no arquipélago, uma organização que congrega mais de 100 comerciantes do país vizinho do arquipélago afetado pela doença.

Os nigerianos são os principais fornecedores de mercadorias diversas que sustentam o mercado informal em São Tomé e Príncipe.

"Espero que sejam suspensas antes das festas de Natal e do fim do ano. Caso isto se prolongue será muito difícil para nós", afirmou Cato.

Ceiba Continental, uma companhia de aviação equato-guineense que operava para os países da sub-região africana, nomeadamente Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Benin, suspendeu as suas atividades como medida de prevenção.

Cato diz que ele e os seus colegas já não têm como se deslocar à Nigéria.

Luís Beirão, diretor de uma das principais agências de viagens do arquipélago, anunciou que  recebeu o cancelamento de algumas reservas de clientes europeus face ao receio de contaminação, adiantando que com o surgimento da febre do ébola no continente ela vai "afugentar os clientes".

São Tomé e Príncipe foi muito recentemente apontado como um dos 10 destinos mais preferidos este ano pela cadeia de televisão norte-americana CNN.

No entanto, São Tomé e Príncipe dispõe de um plano de prevenção da doença do vírus do Ébola avaliado em 800 mil dólares americanos.

O diretor de Cuidados Primários de Saúde, Pascoal de Apresentação, disse à PANA que dois estrangeiros que desembarcaram no aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe há cerca de duas semanas encontram-se em quarentena.

"Eles não têm tido nenhum sintoma, estão bem acomodados, mas terão que cumprir essas medidas de prevenção e brevemente eles regressam as suas casas", sublinhou.

Cerca de cinco mil funcionários públicos participaram esta quinta-feira numa operação de limpeza convocada pela segunda vez pelo Governo no âmbito da campanha de prevenção da febre hemorrágica do Ébola no arquipélago de 180 mil habitantes. redação com panapres

 

 

 

 
 
   
 
 
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