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Os velhos sofrem descriminação em São Tomé e Príncipe

No que concerne á preceitos que jazem na mente de muitos são-tomenses, que os velhos são feiticeiros, importa-me referir que várias são as questões que podem ser levantadas face ao que se aborda.

Concretamente qual o nível social dos velhos que são feiticeiros?

Para os jovens que descriminam os velhos:

- Será que os jovens jamais serão velhos?  

Pois é, tudo que tem princípio também tem fim, hoje somos jovens, amanhã seremos estafados. Outrora dizia-se que "N'guê Tamém Sá Dêçu Tela" não porque na realidade eram Deus da terra mais por reunirem requinte para lhe ser atribuída tamanhas metáfora, eles de facto mereciam.  

A juventude São-tomense inseriu-se num sistema de aculturação, onde a democracia lhes é expressa num sentido negativo permitindo-lhes fazer as suas astúcias descriminado assim os velhos.  

A democracia para muitos é interpretada de forma inibitória, levando-os muitas vezes a maltratar, insultar, humilhar… os mais velhos, tudo isso se traduz na falta de Educação caseira e escolar que não recebem quando necessário.  

A pendência mais importante que se importa referir é que os velhos que socialmente ocupam ou ocupavam cargos ministeriais ou outros, esses não são apelidados de feiticeiros, mais aqueles que por muitas das vezes são abandonados pela família, vivem sozinhos sem quem cuidar, deambulam na praça ou outro sitio que lhes favorece pedir alguma esmola ou outro dom qualquer. E pela situação que eles vestem, são apelidados de Feiticeiros.  

É necessário que se crie condições por parte do governo junto às Associações Civis Organizadas através da Comunicação Social e outros meios de Comunicação de forma a levar ates as pessoas, campanhas de sensibilizações de maneira a por fim à este flagelo cultural que vem assolando de forma brusca o nosso São Tomé e Príncipe.

Por: Wildiley Barroca

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