Dirigente
partidário
denuncia
"compra
descarada"
de votos
29-07-2010
-
O
vice-presidente
do partido
do
Presidente
da República
de São Tomé
e Príncipe,
João Costa
Alegre,
denunciou
hoje
(quarta-feira)
em São Tomé
a "compra
descarada"
de votos nas
eleições do
passadodomingo,
facto que,
garantiu,
influenciou
os
resultados.
"A compra
descarada,
da
consciência
do
eleitorado
são-tomense
é uma
questão com
a qual vimos
convivendo
de há algum
tempo a essa
parte",
denunciou
João Costa
Alegre, que
falava em
conferência
de imprensa.
"Tenho a
certeza que
se não fosse
isso, o
resultado
das eleições
seria
completamente
diferente",
vincou o
dirigente do
Movimento
Democrático
Força da
Mudança (MDFM-PL).
No passado
domingo, o
MLSTP obteve
o maior
número de
votos e de
mandatos
autárquicos
nas eleições
locais e
regional do
Príncipe,
tendo o
MDFM-PL
ficado em
quarto
lugar, sem
ter
conseguido
eleger
qualquer
autarca.
Numa
projecção de
atribuição
dos 55
lugares para
o novo
parlamento,
que será
eleito nas
legislativas
do próximo
dia 01, o
MDFM-PL
passaria dos
actuais 12
deputados
para apenas
quatro.
"Há um
trabalho a
fazer junto
da nossa
população
para que ela
começar a
votar em
consciência.
Mas,
infelizmente,
tendo em
conta a
miséria
extrema a
levamos a
nossa
população,
ela quer
sobreviver e
tenta
encontrar
todas as
formas de
sobrevivência",
acrescentou.
Instado a
dizer se o
MDFM-PL vai
apresentar
queixa do
sucedido,
Costa Alegre
respondeu
que "existem
órgãos
próprios que
devem tomar
medidas e
nada fazem".
"Infelizmente,
os políticos
da nossa
praça
aproveitam
essa miséria
para comprar
a
consciência
das nossas
populações",
adiantou,
assegurando
que o
MDFM-PL está
isento dessa
prática de
compra de
votos.
"Quero
dizer, em
nome do
MDFM-PL, que
estamos
isentos.
Enquanto não
houver prova
em
contrário",
destacou. Na
que foi a
primeira
declaração
pública do
MDFM-PL,
após as
autárquicas
e regional
do passado
domingo,
João Costa
Alegre
reconheceu
que os
resultados
do partido
ficaram
aquém do
esperado.
"O resultado
que
obtivemos
não espelha
a vontade de
mudança ao
longo dos
anos
manifestada
pela nossa
população",
salientou,
observando
que para as
legislativas
de domingo
aquela
estrutura
partidária
vai
trabalhar
para "virar
a situação".
"Hoje vamos
retomar o
nosso
trabalho e
tudo vamos
fazer para
virarmos a
situação",
destacando
que o
MDFM-PL
"está
habituado a
ganhar, mas
está
preparado
para
perder".
Questionado
a dizer se o
resultado
eleitoral do
MDFM-PL no
próximo
domingo
afectará o
futuro
político do
Presidente
da República
Fradique de
Menezes,
João da
Costa Alegre
escusou
qualquer
ligação.
"O
Presidente
continuará a
ser
Presidente,
seja qual
for o
partido que
ganhe estas
eleições.
Será
empossado
pelo
Presidente
da República
e está
obrigado a
trabalhar
com o
Presidente
da República
quer queira
quer não",
respondeu.
"O futuro
político do
Presidente a
Deus
pertence.
Ninguém
saberá o que
fará depois
do dia 03 de
Setembro (de
2011, quando
acaba o
segundo e
último
mandato
presidencial)",
concluiu.
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