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Estudantes
lusos vão
especializar-se
em medicina
tropical
08-07-2010
- A
Faculdade de
Medicina de
Lisboa vai
formar
técnicos e
estudantes
portugueses
em medicina
tropical em
São Tomé e
Príncipe,
informou
hoje
(sexta-feira)
à Lusa
Francisco
Antunes,
professor
dessa
faculdade e
responsável
do Hospital
de Santa
Maria.
Francisco
Antunes, que
se encontra
no
arquipélago,
onde
participou
nas II
jornadas
médicas
luso-são-tomenses,
explicou que
anualmente e
de forma
regular
Lisboa irá
enviar
candidaturas
dos
estudantes
portugueses
ao Hospital
Ayres de
Menezes e
Centros de
Saúde de São
Tomé.
As jornadas
médicas
luso-são-tomenses
inscrevem-se
num
protocolo de
cooperação,
assinado em
2009, entre
o principal
hospital de
São Tomé e
Príncipe
(Ayres de
Menezes) e a
Faculdade de
Medicina de
Lisboa e
destina-se a
apoiar na
formação,
investigação
e apoios aos
cuidados
assistenciais
do
arquipélago.
O acordo
prevê que
São Tomé e
Príncipe
ajude a
formar os
estudantes
lusos de
Medicina,
particularmente,
no que diz
respeito a
medicina
tropical,
para que
eles
adquiriram
experiência
no âmbito
das doenças
tropicais,
referiu o
especialista
em doenças
infecciosas
e medicina
tropical.
Nas jornadas
médicas, que
encerraram
na noite de
quinta-feira
e duraram
três dias,
os
especialistas
definiram
algumas
metas e
partilharam
experiencias
sobre as
endemias de
maior
impacto no
mundo, como
a malária,
Sida e
tuberculose,
tendo sido
analisados
avanços
recentes na
área, quer
no
diagnóstico,
como na
prevenção e
tratamento.
O
especialista
português
anunciou
para
Setembro de
2010 a
chegada de
uma comitiva
universitária,
para a
realização
de estágios
clínicos e
mais apoios
a
investigação
no âmbito da
Sida,
permitindo
que alguns
testes de
diagnóstico
e avaliação
da
terapêutica
sejam
realizados
em
Portugal.
"Continuamos
a manter a
perspectiva
de que os
nossos
estudantes
continuem
aqui a
formar e
permaneçam
aqui durante
um mês para
actualizações
nestas
áreas",
reafirmou
Francisco
Antunes.
A Faculdade
de Medicina
de Lisboa e
o Hospital
de Santa
Maria
pretendem
prosseguir e
alargar essa
cooperação
no domínio
da
investigação,
particularmente,
na área de
Sida, onde
possuem uma
larga
experiencia
e prometem
apoios a
monitorização
do
tratamento
para saber
se os
medicamentos
estão ou não
a ser
eficazes,
sublinhou.
As II
Jornadas
Luso
São-tomenses
de Doenças
Infecciosas
serviram
para alertar
as
autoridades
sanitárias a
avançar com
uma proposta
de técnica
mais simples
para
controlar,
reforçar e
facilitar o
processo que
dizem
respeito aos
meios
clínicos e
de melhorias
de
diagnóstico
da
tuberculose,
explicou.
As terceiras
jornadas
Luso
São-tomenses
de Doenças
Infecciosas
estão
previstas
para Julho
de 2011. |
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