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Ligação entre ilhas suspensa por avaria do navio 'Príncipe'
 

25-01-2010 - Uma avaria no navio 'Príncipe', recentemente  adquirido, levou à suspensão da ligação entre São Tomé e o Príncipe, causando  dificuldades à população e aos homens de negócio, disse, à  Lusa fonte oficial da ilha do Príncipe.  
 
"O navio está parado há mais de 15 dias devido a avarias no motor, na barra de  estabilizador, e por outras complicações que surgiram", confirmou à Lusa o  director interino da Empresa Nacional de Administração dos Portos  (ENAPORT).  
 
Manuel Diogo, responsável pela gestão do navio, disse que ainda não há uma  previsão para a superação dos problemas mecânicos que surgiram".  responsável pela gestão do navio, adiantando que "tudo depende da empresa  construtora da embarcação".  
 
O responsável anunciou para sexta-feira a chegada de técnicos da empresa  espanhola construtora do navio "Príncipe" e das respectivas peças.  
 
"O prazo de garantia ainda está válido e a empresa predispôs-se a fazer  deslocar ao país os seus técnicos com as peças e para pôr o navio a funcionar",  assegurou Manuel Diogo.  
 
O Presidente do Governo Regional, José Cardoso Cassandra, não descarta a  possibilidade de haver sabotagem e disse que a avaria do navio Príncipe, comprometeu as comemorações dos 539 anos da região, porque impediu a  deslocação da população de fora de participar nos festejos.  
 
"A festa podia ser melhor se o navio Príncipe estivesse a funcionar porque muitos  naturais do Príncipe, gostariam de passar aqui a festa connosco", disse à Lusa.  
 
O líder do governo regional critica a forma como o navio está a ser gerido e  instou as autoridades centrais a terem maior controlo sobre a embarcação. 
 
"Houve avaria e ninguém diz nada (...) não se pode continuar a conviver  internamente com a impunidade. É preciso uma explicação pública porque o  Estado fez um esforço financeiro enorme na compra desse navio", disse o  presidente do governo regional. 
 
Mas para Manuel Diogo, o erro é do fabricante "daí que o único responsável pela  avaria seja a construtora do navio".  
 
O navio Príncipe, em funcionamento à cerca de quatro meses, custou ao Estado  são-tomense 1,3 milhões de euros, grande parte do valor resultante da  contribuição dos parceiros de desenvolvimento.    

 


 

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