|
Saúde em S. Tomé
20-10-06De acordo com uma recente
investigação, a saúde continua a ocupar o topo da tabela no que se refere às
preocupações dos santomenses. O resultado destas investigações,
recentemente, mereceu acesso debate durante a discussão sobre o Estado da
Nação, na Assembleia da República. Nas opiniões recolhidas junto do
cidadãos, conclui-se que a saúde deveria constituir a principal preocupação
dos agentes políticos.
O que até agora parece
não acontecer. Este é um assunto que já se tornou obrigatório nas conversas
de café, com particular destaques nas longas filas, de espera dois hospitais
e do Centro de Saúde. Não é um assunto novo, como se sabe, e a comprová-lo
estão as constantes reclamações dos cidadãos contribuintes e as inúmeras
promessas de remodelação de todo o sistema do Serviço Nacional de Saúde
feitas pelos sucessivos Governos ao longo dos últimos anos promessas que
como igualmente se sabe nunca conseguiram compridas “falsas promessas”. Um
que outro hospital, por todo o país, lá consegue, mercê da boa vontade e de
orgulho dos seus responsáveis, apresentar resultados positivos nesta luta
quase sem esperança, contudo são tão pouco esses casos exemplares que apenas
constituem o país cuja singularidade os torna “ignorados” pelo ocupados
homens da política. Porém
Esses casos raros vêm e
provêm, sem dúvida, que a saúde em São Tomé não é um caso insolúvel. Desde
que o talento e a boa vontade prevaleçam, o que parece não ser o caso, até
agora. Será um erro que as “queixas” dos santomenses se espontam nas
incensas lista de espera das consultas e das intervenções cirúrgicas. O
descontentamento dos utentes do serviço de saúde pública entende-se desde a
forma fria e distante como são atendidos nos vários serviços de apoio dos
hospitais e Centro de Saúde até à condenável desumanidade manifestada por
alguns médicos. Quando na consulta ou na enfermaria ouvem as queixas dos
doentes com um ar apressado e diz paciente que, ao contrário da espera cura,
mais agravada, o estado dos doentes. Há honrosas excepções, evidentemente,
mas essas são tão raras que não que não chegam para constituir a regra que
devia fazer parte do quotidiano hospitalar. Afinal os doentes são seres que
arrastam consigo, além da doença, uma acentuada secessão de fragilidade e um
forte sentimento de dependência de quem, em teoria, devia incluir-lhes um
pouco de esperança nos amanhã que estão para vir. Mas não é isso que de,
forma geral, acontecem nos hospitais e Centro de Saúde, em particular com os
doentes mais idosos. Quem não assistiu já ao ar subserviente que os velhos
exibem quando deles se aproximam médicos, enfermeiros ou até simples
auxiliares? Quem não os viu, já nos balcões de atendimento dos
estabelecimentos de saúde, com ar informativo de quem espera a esmola de um
pouco de atenção? São antes, a que crescem outros aleijões que se inserem
directamente no plano administrativo do próprio sector, que fazem com que a
saúde continue a ocupar o topo da tabela no que referes às preocupações dos
santomenses. É levar a questão mais uma vez, na Assembleia da República. Daí
resulta, normalmente, a constituição de mais umas quantas comissões para
estudar e apresentar a solução para endireitar o sector. E é então que se
reacende a esperança dos santomenses.
Wilman
Bannet
|
 |
|