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PROJECTO DE SAÚDE PARA TODOS
DIMINUI PACIENTES A DESLOCAREM AO HOSPITAL Dr. AYRES DE MENEZES
06-04-2007
O objectivo principal na prestação de assistência médica medicamentosa, ao
nível
primário. Quanto ao parte curativa e no campo preventivo ao melhoria das
condições de saneamento de meio, da melhoria da qualidade de água a ser
consumida pela população, quer a água ingerida para alimento, para higiene
corporal, protecção de fonte nascentes, a desparasitação nas escolas, nos
jardins e nas creches, na construção de latrinas, a vacinação e a
componentes de formação educação e comunicação.
Afirma Dr. Edgar Neves, projecto
de Saúde para todos tem três grandes financiadores, todos no quadro da
cooperação portuguesa, nomeadamente: IPAD - Instituto Português de Apoio
ao Desenvolvimento, Instituto de Marquês de Valle Flor e a Fundação do Calouste
Gulbenkian, uma na parte santomense, na parte do governo de S. Tomé e Príncipe
através do Ministério da Saúde é outro co-financiado do projecto.
Segundo Edgar Neves, o
Projecto tem uma duração prevista de três anos, quer dizer em finais de 2007
do ano corrente, deve chegar ao seu terceiro ano e rondando um montante
total acima dos três Milhões de dólares.
O Projecto é dirigido e
coordenado exclusivamente por técnicos nacionais, aliás as características
e aposta especificamente do instituto português de apoio ao desenvolvimento
e mais concretamente do IMVF - Instituto Marquês Valle Flor apostado em técnicos
nacionais “ explorar ao máximo as capacidades nacionais”.
Este projecto abarca mais
de 85% da população de S. Tomé, visto que está nos distritos de Água Grande,
Mezochi, Cantagalo, Lobata e Lembá. Inclui ao longo destes cinco distritos
ou área de saúde trabalhamos com 23 unidades sanitárias, revela-se Edgar
Neves, seja indo do distritos por distrito, são sétimo distrito de Mezochi ,
cinco em Cantagalo, cinco e outras unidades em Lobata, três em Água Grande e
três em Lembá.
“Em termos humanos são cerca de 20
profissionais de saúde, 15 médicos três enfermeiros especializados de saúde
pública, mas outros enfermeiros que são de apoios de actividades de
coordenação ao nível dessas unidades sanitárias.
Ao longo deste 10 anos,
conforme salienta o Coordenador do Projecto, “tentamos melhorar as
infra-estrutura em todos os sítios, hoje quando forem ao centro de saúde,
por exemplo a Santana, ao Bombom a Trindade, temos uma unidade de saúde
devidamente equipada com equipamento laboratório mais avançados com
aparelhos bioquímica bem avançados e outros aparelhos especializados que
permitem exames bastante viáveis e mais rapidez. Para além dos grandes
investimentos no campo dos meios de apoios ao diagnósticos. Nesse caso
laboratoriais tem todo um conjunto de equipa diariamente que está nestes
postos, nas unidades de saúde a fazerem consultas ou seja num dia temos
cerca de 15 médicos espalhados pelos diferentes distritos a fazerem
consultas”.
Os doentes são observados,
quer os médicos, como enfermeiros e toda equipa de saúde têm exames
necessários e possíveis de fazer mesmo nos distritos e também tem os
medicamentos em todas essas unidades, que são vendidos a um preço simbólicos
que permite haver um retorno do lucro que é possível adquirir novos
medicamentos para ter um ciclo permanente de fornecimento de medicamento a
essas populações.
Por outro lado nós levamos também aos
distritos as consultas de especialidade. Hoje nesses distritos a grande
parte dos pacientes não têm que deslocarem ao Hospital Ayres de Menezes para
fazer uma consulta de especialidade, quer surgia geral, medicina interna,
pediatria e ginecologia são feitas mesmo nas unidades de saúde. Isto
facilita as populações, diminui o volume dos doentes que vão à Hospital
Ayres de Menezes. O que pode ser resolvido nos distritos resolve-se, só os
casos mais influenciados é que são enviados por qualquer outra razão para o
Hospital Ayres de Menezes ou outra unidade mais especializadas quando nós
não tem meios quer diagnósticos eco gráficos e outros, nessa altura nós
enviamos para hospital Drº Ayres de Menezes.
O Projecto de Saúde para
Todos tem uma história que tem que se ver. Inicialmente o projecto de saúde
de Mezochi e Cantagalo, era só dois distritos, mas ao fim quando fez
avaliação daquele projecto em resultados obtidos a parte santomense em
colaboração de cooperação com o Portugal e pretenderam que deveriam
estender o projecto. Através desta altura que surge o Projecto de Saúde para
Todos .
Voltando ao campo
preventivo, a entrar mais pormenores, tem uma das questões essenciais para
nós é que a população consuma água em melhores condições possíveis, porque
muitas das doenças que nós temos hoje é a origem da má qualidade da água. É
neste sentido que nós temos colocado água nos lugares mais difíceis, quer
Lembá, Ponta Furada em Água Izé, logares que em 25 anos não tinham água.
Construímos também centenas de latrinas espalhadas pelo país, dentro do
conjunto dos distritos que nós referimos. O Projecto de Saúde para Todos
fornece também em S. Tomé e Príncipe amteretrovirás para os doentes
seropositivos e portadores do HIV/SISDA, fornecemos também vacinas contra
hepatite B, vamos fornecer agora um lote de medicamentos a maternidade do
Hospital Drº Ayrez de Menezes, isto porque foi feito um pedido para tentar
salvar uma situação, um determinado medicamentos essenciais para um bom
funcionamento.
Por ultimo diria eu há
manifestação clara do Governo Regional no sentido da extensão do projecto
para a Região Autónoma do Príncipe, neste sentido o Governo já manifestou
junto ao Autoridade portuguesa, para que o projecto estenda à Região
Autónoma do Príncipe. Esta matéria está a ser estudada para ver se é ou não
ser concretizada, mas tudo indica que sim disse Coordenador Geral do
Projecto Saúde Para todos, Dr. Edgar Neves.
Octávio Soares |
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