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A RIQUEZA DO PETRÓLEO E A POBREZA
04-05-2007
Este cenário não seria mais do que uma versão do cenário “petróleo e a
sustentabilidade económica”. Praticamente seriam tomadas as mesmas medidas
apontadas naquele cenário. A diferença do fundo está no facto de a riqueza
do petróleo sugerir que os rendimentos a serem arrecadados com a exploração
do petróleo seriam encaminhados a 100% para contas externas gerida pelo
Bando Central do país.
O Banco Central seria submetido periodicamente e com frequência a auditoria
externa independente e a fiscalização permanente e preventiva pelo tribunal
de contas. Este cenário teria como o exemplo da Botswana que, como já
tivemos a oportunidade de descrever, considerou os direitos do exploração
dos seu recursos matérias como activo de capital que investe numa conta
“offshore”, que por sua vez gera um fluxo de rendimento.
Embora este fluxo de rendimento seja menor que as receitas directa durante o
perigado de exploração das reservas, esta estratégia permite a durabilidade
do recurso por muito mais tempo, evita a tentação para a corrupção
desenfreada, reduz o problema da capacidade de absorção e permite
salvaguardar a equidade inter-geracional.
Neste caso, os recursos proveniente do petróleo seriam canalizados para uma
conta externa como uma forma de investimento financeiro, e São Tomé e
Príncipe passaria apenas a gerir os lucros provenientes da engenharia
financeira montada para o efeito, com a devida transparência e controlo de
organismos adequados. Se bem que possível, as insuficiências e carências que
se regista hoje no país não levam a acreditar que esteja para breve a
implementação de um tal cenário.
Mas acreditamos que este seria o melhor cenário para São Tomé e Príncipe com
o petróleo.
A POBREZA DO PETRÓLEO
Com as sucessivas entrada de rendimento de petróleo, as incertezas chaves
identificadas, particularmente a boa governação e a estabilidade política,
passaria a evoluir de forma negativa.
Os valores democráticos seriam posto de lado, o regime endureceria e
tornar-se-ia cada vez mais masculino.
Os desvios de fundos patrimoniais e a fuga de capitais passariam a ser
constantes. Não se verificariam investimentos nos sectores sociais.
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