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Angola e S. Tomé relançam bases de cooperação
24-09-2010 - O Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada veio a Luanda para relançar bases da cooperação bilateral. Esta é a primeira visita desde a tomada de posse em Agosto, na chefia do 14º governo constitucional de São Tomé, após a confirmação dos resultados das eleições legislativas que deram como vencedor o partido de Acção Democrática Independente (ADI), com 42% dos votos expressos.
Na conversa em privado entre os dois chefes de estado, o Primeiro-ministro de S. Tomé prestou informações sobre a actual situação política económica e social do seu país, tendo manifestado na ocasião a sua satisfação pelos progressos alcançados pela República de Angola desde o estabelecimento da paz nos mais diversos domínios.
Patrice Trovoada e José Eduardo dos Santos, reconheceram a necessidade de encorajar o intercâmbio entre os sectores de interesse comum e exprimiram igualmente satisfação pelo elevado nível dos laços históricos de amizade e fraternidade que unem os dois povos e concluíram haver necessidade de promover a liberdade, dignidade e o progresso dos respectivos povos.
A visita terminou com o almoço oficial oferecido pelo presidente da Republica José Eduardo dos Santos ao Primeiro-ministro. Na sua deslocação a Angola, Patrice Trovoada fez-se acompanhar pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Manuel Salvador dos Ramos e pelo Ministro da Defesa e Segurança Pública Carlos Stpck.
 Na sequência desta visita, ficou decidido o envio a São Tomé e Príncipe, de uma delegação Angolana para conjuntamente proceder a adequação dos programas e projectos de cooperação definindo prioridades com vista a sua célebre implementação.
Em relação a cooperação no sector do petróleo, Patrice Trovoada garantiu S. Tomé e Príncipe está aberto ao concurso das empresas angolanas, além da Sonangol. Por isso alargou os prazos do concurso para exploração de petróleo na sua zona económica exclusiva.
Ficou decidido entre os dois estadistas, o lançamento de bases sólidas para uma cooperação mais dinâmica entre os dois Governos, através da materialização de acções concretas, sustentadas pelos entendimentos existentes entre os estados.
Fonte: TPA |