TROPICAL  o seu joranal de preferência  
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 2006
 

POLIGAMIA, PROMISCUIDADE E MACHISMO 

Profissionais de saúde de São Tomé estão preocupados com certos comportamentos sexuais dos habitantes do arquipélago, o que, segundo eles, pode disseminar a Sida. Ele teve três esposas. Eu acho que os seus três outros filhos que nasceram no mesmo ano que os meus também são seropositivos”, conta Paula (nome fictício). Esta são-tomense, que sabia que o seu marido tinha outras parceiras, ficou grávida e descobriu depois de dar à luz que ela e o seu filho estavam infectados pelo HIV. A poligamia é quase oficial. É normal e aceitável que um homem tenha três esposas”, afirma ao PlusNews a médica e coordenadora do Programa Nacional de Combate à Sida, Alzira do Rosário. Com aproximadamente 160 mil habitantes, São Tomé e Príncipe tem uma taxa de seroprevalência de 1.5 por cento, segundo estatísticas do governo. A coordenadora da organização não governamental Médicos do Mundo, Manuela Castro, ressalta que algumas tradições sexuais aumentam a vulnerabilidade ao HIV no país.

“Existe a ideia de que para ser homem é preciso ter muitas mulheres”, exemplifica.

Quase a metade dos jovens e adolescentes começam a vida sexual entre 11 e 15 anos,

 segundo um estudo de conhecimentos, atitudes e práticas (CAP) sobre a saúde sexual

e reprodutiva, citado no Plano Estratégico Nacional de Luta contra o HIV/Sida (2004-2008).

 “Um jovem que completa 20 anos sem ter se casado é considerado inferior. Não

é um homem de verdade”, conta Castro.

 “E os casados podem ter muitas parceiras”, acrescenta. A ponta do iceberg. 
Mas começar a actividade sexual muito jovem e ter muitos parceiros sexuais é só a
 ponta do iceberg
em termos dos riscos que isso representa para a saúde dos são-tomenses.
O estudo CAP revela que o fraco poder das mulheres em exigir o uso do preservativo com os 
seus parceiros aumenta o risco de infecção. “Ainda existem muitos tabus, o que é um
 grande problema”, 
diz Do Rosário. 
“As pessoas sabem que a única maneira de prevenir a transmissão é usar preservativos. 
Mas fazer com
 que as pessoas mudem de comportamento é um grande desafio para nós, ainda vai levar
 muito tempo”,
 acrescenta. Por causa do grande estigma associado ao HIV e ao facto de se viver com o 
vírus, o sexo 
seguro e o HIV ainda são temas delicados nas conversas. “Eu não quero ter um namorado. 
É melhor assim”, diz Paula, que usou camisinhas com o seu ex-namorado até que ele ouviu
 boatos de 
que ela era seropositiva e eles se separaram. “Ele vai acabar querendo ter sexo sem 
preservativos, 
ele vai querer ter filhos”, completa ela. 
  FOTO DO DIA

Notícias

Pagina Principal

Política

Turismo

Sociedade

Economia

Arquivo

Igreja Universal

Opinião

Moda

Editorial

Desporto

Saúde

Internacional

Cultura

 Turismo

Anúncio

PUBLICIDADES

Passatempo

Ficha Técnica 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Pagina Principal/Política/Turismo/Sociedade/Economia/Arquivo /Igreja Universal /Opinião /Moda/Editorial/Desporto/Saúde/Internacional/Cultura/ Turismo/Anúncio/PUBLICIDADES/Passatempo/

"Tropical Rua Padre Martinho Pinto da Rocha   S. Tomé - RDSTP,  C.P.   Tel.:   Telemóvel: 923140  Fax:    E-jornaltropica06@hotmail.com