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PROBLEMA NO JARDIM PÁSCOA CARVALHO
Numa visita efectuada recentemente pelo repórter do Jornal
tropical ao estabelecimento do Jardim Páscoa Carvalho, a educadora de
Infância, Dona Beatriz, que lida com crianças a cerca de 20 anos, constatou
que grave problema acontece
diariamente com as crianças neste Jardim.
Salienta-se que o mesmo problema tem a ver com os pais que
não chegam à hora em busca dos seus filhos o que faz com que as crianças
permaneçam no Centro e os pais dão como desaparecidas. E publicam na Rádio
Nacional como desaparecida.
A recolha de crianças neste estabelecimento constitui a
principal preocupação e quebra cabeça das educadoras dos Jardins de S. Tomé.
Beatriz realça que várias reuniões foram feitas com os pais e
encarregados de Educação no sentido de evitar esses constrangimentos, mesmo
assim a situação continua na mesma, explica.
Vários casos desse género acontecem até que se chega ao
ponto da funcionária de serviço protegê-las e encaminhá-las ao Comando da
Polícia Nacional para dar o melhor tratamento. Cerca de 400 crianças
frequentam o Jardim Páscoa Carvalho, crianças de 3 aos 5 anos de idade.
Desde que se iniciou o ensino não houve problemas de febre nem outro tipo de
doenças.
As crianças têm as refeições normalmente, alimentam da
papa, sopa e o rancho.
A abertura do centro é a partir das seis e trinta e às oito
horas iniciam-se as actividades.
300 Mil dobras é o preço praticado para cada criança e nem
toda a gente tem a possibilidade de pagar todo o valor só de uma vez. Ouve
um caso de uma mãe que tinha trigémea e submeteu o problema ao ministério
que não tem condições financeiras para pagar 900 mil dobras para as três
filhas e o ministério resolveu que a mãe só pagasse 600 mil dobras.
A Dona Beatriz afirma que algumas pessoas reclamam o
pagamento devido a situação financeira e a pobreza que assola o país. Deixa
um apelo aos pais e encarregados de educação para que sejam mais
responsáveis.
Octávio Soares
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