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JORNAL TROPICAL

 

CORTE DE MADEIRA CAUSA GRAVE PREJUÍZOS

09-10-2008 - Os Grupos de Interesse de Manutenção de Estradas (GIME) apelam a intervenção das autoridades competentes para travar os estragos causados às estradas com o corte descontrolado de árvores e abandono dos resíduos. 

A actividade de corte descontrolado de madeira está causando graves prejuízos aos cerca de 1500 cantoneiros envolvidos na manutenção corrente da rede rodoviária nacional. Pois os cantoneiros são obrigados a um trabalho suplementar para remover todos os resíduos abandonados pelos operadores de motoserra que cortam as madeiras directamente nas estradas. 

Ao longo dos últimos meses as quedas de árvores provocada pelo corte descontrolado área florestal contígua à estrada 209 que liga Milagrosa a Bombaim, provocou graves estragos às valas, aquedutos e muros de protecção desta estrada que foi recentemente reabilitada. Paulina Juliana, cantoneira do GIME 14 queixa-se da situação. 

“Nos trabalhamos muito para manter a estrada sempre limpa, eles vêm a cortar as madeiras e abandonam todo o lixo na estrada. Somos obrigados a limpar tudo para evitar as penalidades aquando da fiscalização, o trabalho é de mais. A câmara distrital e a polícia devem intervir para repor a ordem e obrigar as pessoas a limpar depois ter terminado os cortes”.  

O problema é mais complexo, a maioria dos cortes dos arvores é abusivo e é efectuado durante a noite ou nas primeiras horas da madrugada, os responsáveis, levam algumas tábuas, barrotes e ripas e abandonam a maioria das madeiras nas estradas ou nas bermas. Há uma grande quantidade de madeira que fica assim abandonada sem poder ser aproveitada.  

Em muitos casos as madeiras são transportadas com camiões pesados que circulam sem controlo em qualquer tipo de via provocando danos às obras de arte tais como pontes, pontões, travessias e aqueduto, pois a carga excessiva por cada eixo provoca profundas ravinas que impossibilitam o transito a outros tipos de veículos, tal como aconteceu na estrada que liga Bemposta a Maya, na zona de Monte Café. João Emídio Tavares gestor do GIME 13 e presidente da FAMERC, lamenta esta situação:  

“Há dois anos conseguimos com grande esforço reabrir esta estrada que tem um grande interesse turístico e permite a ligação entre Monte Café e Agostinho Neto, reparamos algumas pontes e melhoramos as condições do pavimento com a remoção de grande derrocadas. A estrada estava impecável e qualquer tipo de veículo podia transitar.  

Hoje depois de alguns meses de trânsito de camiões e tractores para o transporte de madeira a estrada está praticamente intransitável e nos corremos o risco de perder o emprego. Os autores dos estragos devem ser responsabilizados e devem contribuir para reparar os danos causados”. 

O mais curiosos é o que nos conta Carlos Moreira, gestor do GIME 9 na zona de Agostinho Neto: “A estrada de Boa Esperança antes era um pesadelo, mesmo o tractor tinha dificuldade a chegar no quintal.  

Agora temos um serviço regular de motoqueiros e durante a gravana os Hiace chegam regularmente para apoiar no escoamento dos produtos. Mas estamos preocupados, porque, alguns tractores que vêm a carregar madeira, não tendo travões, utilizam um tipo de charrua para travar, provocando cortes e estragos enormes na estrada. Informamos a Câmara Distrital de Lobata e esperamos que sejam tomadas medidas para ajudar-nos a conservar bem as nossas estradas”. Tiziano Pisoni


DEMARCAÇÃO JUDICIAL CONFLITUOSA

PARCELA DE TERRENO EM ÁGUA SERRA, FRONTEIRA COM HERDEIROS DE LÁZARO

Porque a demarcação dessa parcela de terreno já vinha em litígio com os herdeiros de Lázaro desde 1938, alguns destes herdeiros têm vindo a fazer justiça por suas mãos, ou seja:

 a)      Delimitando a parcela com estacas de madeira de quime;

b) Destruindo a vedação ocupada pelos arrendatários dessa parcela;

c)      Tirando bandeirolas que a equipa técnica dos Serviços Geográficos haviam cravado nos locais de alinhamento para demarcação extrajudicial da mesma parcela; e

d)      Ameaçando ofender a integridade física de todos aqueles que estiverem contra estes actos, incluindo calúnias, difamações e injúrias que o autor já foi vítima por se herdeiro daquela parcela de terra.

 Por isso, foi instaurado o competente Processo Nº 144/2008 de Acção de Demarcação, no Tribunal da Primeira Instância/Segundo Juízo para pôr fim a esta situação lamentável, contribuindo, desta forma, no Grande Desafio que o Governo são-tomense tem pela sua frente: Reposição da Autoridade do Estado para garantir a ordem, a segurança, a estabilidade e o progresso socio-económico deste País, quer pelos Tribunais, quer por outras instituições incluindo a Comunicação Social que, pela sua obrigação de informar, contribui, também, para que os Órgãos Competentes tomem conhecimento dos tais actos e, consequentemente, sancionados os seus autores. 

São Tomé, 9 de Setembro de 2008

O AUTOR

DO PROCESSO INSTAURADO

MANUEL DE NAZARÉ AGUIAR MENDES 

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