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Gravidez na adolescência aumenta em São Tomé e príncipe
23-07-2009 - Em São Tomé e Príncipe tem verificado um aumento da fertilidade na faixa etária de 17 a 19 anos de idades, na maternidade do Hospital Dr. Ayres de Menezes. Esse fenómeno tem maior incidência em algumas regiões, principalmente as mais pobres e de baixa escolaridade na família santomense.
Esta realidade acompanha por vezes o problema da gravidez não desejada.
Fontes dos serviços da Saúde Sexual Reprodutiva, um organismo do Ministério da Saúde são-tomense, referiram que a bolsa da pobreza extrema incide nas comunidades mais distantes da capital, onde é tradicional os jovens, principalmente as raparigas com menos de 14 anos, abandonarem a escola e "exporem-se às várias alternativas da vida".
O número crescente de pais e mães com menos de 18 anos é acentuado apesar de inúmeros casos de aborto clandestino nos distritos de maior concentração populacional, como o caso Água Grande e Mé Zochi.
Muitas delas depois de ficarem grávidas estão sujeitas a criar e educar os filhos sozinhos devido o abandono dos parceiros.
Outras causas que aumenta a gravidez na adolescência em São Tomé e príncipe são aquelas que vivem em zonas sem rede eléctrica, escolas, água potável ou canalizada e estrada asfaltada, não tendo acesso a informação sobre os métodos contraceptivos divulgados na rádio, jornais e televisão.
As implicações deste fenómeno já se tornaram uma preocupação nacional com reflexo no abandono escolar por parte de muitas adolescentes.
A falta de projecto de vida e de incentivo faz com que os adolescentes, às vezes, buscam o sexo como forma de colorir a vida, a carência afectiva leva os adolescentes a afirmarem-se mediante relações sexuais superficiais.
A gravidez na adolescência é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. Dentre as necessidades essenciais do ser humano, o sexo é vivenciado por curiosidade, pressão do grupo e para suprir outras necessidades físicas e psíquicas.
Por: João Soares
Imagem: Adilson Castro
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