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ASSALTO NO
GABINETE TÉCNICO DA
COMISSÃO ELEITORAL
DE S. TOMÉ E
PRÍNCIPE
12-09-2008 – Assalto
no Gabinete Técnico
Eleitoral de São
Tomé, pode
comprometer a
realização das
eleições
legislativas
previstas para 2010.
O mesmo ocorreu na
noite de
quarta-feira, perto
do Ministério de
Negócio Estrangeiro
de São Tomé e
Príncipe, mas só
agora o caso foi
tornado público.
Joaquim Leite diz
que é a terceira vez
que o Gabinete
Técnico da Comissão
Eleitoral é
assaltado.
O director do GTCE,
Joaquim Leite, disse
à imprensa que entre
os objectos produtos
roubados está "um
servidor e a unidade
central" com todos
os registos
eleitorais já
realizados no país.
"Nas duas primeiras
vezes a preocupação
era roubar dinheiro.
Mas desta vez,
pensamos que foi
intencional",
acrescentou Joaquim
Leite.
Interrogado sobre os
motivos que podem
levar os assaltantes
a roubar a base de
dados com todas as
informações sobre as
eleições e
recenseamento das
populações já
realizados, o
director disse
acreditar que haja
"outros motivos a
volta do mesmo
assalto", ou "alguma
intenção politica".
"Neste momento a
comissão técnica
eleitoral está
inoperante" e que em
princípio estão
comprometidos os
trabalhos do
recenseamento
previstos para
Janeiro próximo
afirmou o
responsável,
Joaquim Leite.
SÃO TOMÉ
E PRÍNCIPE SERÁ SEMPRE DOS SÃO-TOMENSES
24-07-08
Querido povo, antes de mais nada gostaria em primeiro lugar desejar-vos
muita coragem, força e também muita firmeza e confiança na toma da decisão
para o bem-estar do nosso país.
É com profunda dor e ao mesmo tempo tristeza que escrevo este
pequeno documento que tem como objectivo, analisar a situação
socio-económica e politica de São Tomé desde 1975 a 2009, com vista a buscar
uma viável para minimizar a situação reinante em este pequeno arquipélago.
Durante cinco séculos o Povo São-tomense travou contra a
dominação colonial, um combate difícil e heróico, pela libertação da sua
Pátria ocupada, pela conquista da Soberania e Independência Nacional, pela
restauração dos seus direitos usurpados e pela reafirmação da sua dignidade
humana e personalidade.
Com a proclamação da Independência Nacional, a Assembleia
Representativa do Povo são-tomense confiou ao Bureau Político do MLSTP,
através do estipulado no Artigo 3.º da Lei Fundamental então aprovada, a
pesada responsabilidade de, como mais alto órgão político a Nação, assumir a
direcção da sociedade e do Estado em São Tomé e Príncipe, visando o nobre
objectivo de garantir a independência e a unidade nacionais, mediante a
construção de um Estado Democrático, segundo o programa máximo do MLSTP.
Cada dia que passa e cada ano que vão passando, nosso São
Tome está atrasando e degradando, nós como são-tomenses temos que deixar de
fazer promessas que nunca são compridas e pensar mais no desenvolvimento do
nosso país.
Meus irmãos, o mundo está em constante movimento, as
expectativas de alcançar o máximo desenvolvimento está numa incógnita, a
própria vida do homem está comprometida. Senhores que dizem ser dono do
país, como Presidente da República, deputados, Primeiro Ministro, Presidente
de Supremo Tribunal de Justiça, por favor deixam de arrogância, ódio,
rancor, problemas pessoais e pensem neste pequeno povo que muito espera pelo
dia melhor, para respirar um ar agradável, onde os são-tomenses, em vez de
irem a busca de outro território possam ver São Tomé e Príncipe como terra
prometida, ou melhor, como um verdadeiro paraíso, como ousamos chamar.
Minha gente, não se pode brincar com coisas sérias, como a
Direcção de um país, têm que ter em conta o peso da responsabilidade que nos
compete e respeitar a confiança que o povo depositou em vós. Falar bonito é
importante ter alguns vocabulários impressionante também é necessário mas,
desde quando estão a usá-lo para a reconstrução do novo SãoTomé e Príncipe.
Nós já vamos com 33 anos de discursos, mas o problema é que o
povo ainda está à espera do fruto destas lindas palavras. Para radicalizar
os problemas existentes no nosso país, temos que eliminar os problemas de
raiz, para que este povo possa viver na harmonia, paz, segurança,
tranquilidade e gozar de uma estabilidade politica e saber que se pode
contar com um Governo disposto a fazer tudo para o bem do povo. Para isso, é
necessário eliminar a corrupção e dirigentes velarem por uma maior
preocupação aos problemas colectivos.
No entanto, o que mais nos golpeia é o exorbitante número de
partido político que existe neste pequeno país. Como é possível um país com
pouco habitante ter por volta de 14 partidos, isto é inaceitável. De verdade
não sei o que está pesando, agora ter um partido é sinonimo de oficio, onde
algumas caras já conhecidas na nossa praça, como membros de outros partidos
deixam descaradamente o seu partido de origem para poder fazer outra aliança
com outro partido, o que cria mais rancor. E com os seus discursos
fracassados vêm com o nome do povo, mentindo e não se sente identificado com
o seu país e ao mesmo tempo com o seu partido.
Nunca um partido político são-tomense deixa transparecer
quais são as verdadeiras intenções para com o povo, no meu ver, no momento
da campanha eleitoral os partidos políticos tem que ter um projecto em que o
mesmo tem que estar bem explicito de modo que possa chegar ao entendimento
do povo. É sobre base deste programa do partido político que se vai analisar
por parte do povo e depois de examinar e ao mesmo tempo criticá-lo. Só assim
que devemos dar o nosso contributo que é a escolha do partido que deve
dirigir o país durante os próximos 4 anos.
Daqui vamos ver se as expectativas daquele partido político
estão em altura para dar solução aos nossos problemas. Também cabe aos
órgãos de Comunicação Social garantir a divulgação destes projectos
constantemente nos meios de comunicação. Se analisarmos nestas perspectiva
podemos ver que os nossos políticos não estão interessados a resolver o
problema do país, vamos pensar em conjunto e tirar nossa própria conclusão,
depois de 15 anos de sofrimento e de maltrato e desigualdade pensamos que a
vida seria outra coisa, mas infelizmente não sucedeu. Agora pergunto, de
quem é a culpa? E quem se responsabilizaria por estes problemas?
Há uma grande contradição na vida politica de STP,
disseram-me que a politica não tem vergonha nem tem cara, mas no meu país a
politica é puramente falsa, enganam o infeliz povo, com tantas promessas que
nunca são compridas, isto não é política, isto tem outro nome senão falta de
vontade política para materializar os projectos sociais para o bem da nossa
nação.
De verdade, não sei porque somos tão desumano, tão mau
connosco mesmo. Os nossos dirigentes viajam sempre para vários países de
África, América, Europa, Ásia e dizem que estas viagens são de trabalho e
têm como objectivo buscar ajuda externa, mas o problema é que nós não vemos
fruto destas aventuras dos nossos dirigentes. Neste momento somos estudantes
como vários que estão em diversos lugares do mundo que fazem comparação com
diversas coisas que poderiam ser feitas no nosso país, mas por infelicidade
e por falta de vontade política e por falta de identificação própria com
aquilo que somos e seremos não se pode levar a cabo estas obras.
Sabemos que os cubanos por característica são muito
inteligentes e por essas habilidades várias vezes nos perguntam se nosso
país tem muitos prédios, se tem um hospital e se tem fábricas e qual é o
nosso PIB. Perguntam também se nós temos universidades e outras coisas mais.
As vezes, temos que mentir, vejo que isto é uma vergonha em pleno século XXI
nós não termos uma Universidade. Tanto Presidente da Republica, a Assembleia
Nacional, Tribunal, Governo são representante do povo, não querem fazer
porque eles não gostam de São Tome e Príncipe.
Somos poucos e com tanta ajuda externa que nós recebemos dos
nossos parceiros poderíamos ser hoje em África uma grande potencia na linha
do Equador e nunca haveria motivo de sair para outro país em busca de
melhoria de vida, passando mal na terra que não é nossa, suportando coisas
para poder viver. Tudo isso é uma grande vergonha para com os que
verdadeiramente lutaram para ser um povo livre como Rei Amador, Zé Cangôlo e
outros mais. Não quero criticar a ninguém, indicar dedos a ninguém, ou seja,
buscar o verdadeiro culpado.
Como são-tomenses que somos, temos que por de parte as nossas
indiferença, os nossos problemas pessoais, as intrigas e pensar numa solução
viável para a solução de grave problema que nos afecta. Sempre tivemos no
pensamento que temos potencial, mas o problema é que nós não estamos a
explorar esta nossa potencialidade, para poder dar resposta a certos
problemas, mas isto só pode ser possível com a união de todos os
são-tomenses, de exterior a interior porque a união faz a força. Tudo com um
só objectivo que é desenvolvimento do nosso país.
Se somos patriotas, si identificamos com nosso lugar de
origem, ter amor à terra, amor com os nossos irmãos, como Jesus nos ama até
a morte. Então vamos criar esta consciência colectiva para este país e para
esta população que penso não suportaria mais nenhuma resolução de verdade.
VIVA São Tomé e Príncipe, viva a Democracia, viva o povo de
São Tomé e Príncipe…Todo tempo e futuro tem que ser melhor para STP!
Elnito Lopes Martinho Pinheiro Neanyl Ramos
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