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Professores portugueses vão ensinar nas escolas secundárias do país

15-09-2009 - Entre 18 a 20 professores portugueses de diferentes níveis vão leccionar, durante os próximos quatro anos, nas escolas secundárias de São Tomé e Príncipe, no quadro do programa ‘Educação para Todos’, disse à Lusa o português Diogo Ferreira, coordenador do projecto.

“Já cá estão 15, na próxima semana chegam mais dois, depois contrataremos outros. Vamos necessitar entre 18 a 20 professores cooperantes”, disse Diogo Ferreira.

Educação para Todos é um projecto financiado pelo Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD) em cerca de 4,7 milhões de euros, com uma duração de quatro anos.

O projecto abrange nesta primeira fase os níveis entre a 7.ª a 9.ª ano e numa segunda fase estende-se até o 12.º ano do liceu nacional.

O ensino do 12.º ano é apontado pelo responsável do projecto como uma mais-valia inédita, realçando-se também a “dinamização do ensino profissionalizante” como um dos objectivos a atingir.

São Tomé e Príncipe tem oito escolas secundárias que vão beneficiar do projecto Educação para Todos, cujo objectivo principal é o reforço do ensino secundário no arquipélago e sua adaptação ao modelo de níveis de outros países onde o sistema está mais avançado.

“O projecto beneficia essencialmente os professores, directores de escolas, inspectores escolares alunos e responsáveis políticos pelo sector da educação em São Tomé e Príncipe”, disse Diogo Ferreira.

Educação para Todos ou Escola + é um projecto de dinamização do ensino secundário, executado pelo Instituto Marquês de Vale Flor (IMVF) “nos moldes do projecto ‘Saúde para Todos’, adianta Diogo Ferreira, sublinhando que “o processo é liderado por são-tomenses que deverão garantir a implementação das orientações de técnicos consultores”.

O projecto arrancou com a reabilitação e apetrechamento do Liceu Nacional, principal escola do país onde estudam actualmente mas de 5200 alunos do 7.ª ao 11.ª ano.

“Os contentores com os materiais para equipar as escolas já chegaram”, esclareceu Diogo Ferreira que fala sobre a “criação de um Centro de Recursos Educativo e de Formação” como sendo igualmente uma das componentes deste projecto que vai melhorar as condições de trabalho, formar professores, valorizar e capacitar quadros nacionais.

Lusa