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Quase metade dos
governadores está na
mira do TSE
Tribunal Superior
Eleitoral deve
julgar, em 2012,
processos que pedem
a cassação do
mandato de 12 dos 27
governadores
Cassado pelo TRE-RR,
governador Anchieta
deposita esperanças
no TSE. Foto:
Antonio Cruz/ABr
Está
nas mãos dos
ministros do
Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) o
futuro de quase
metade dos
governadores
brasileiros. Dos 27
chefes estaduais do
Executivo, 12 são
alvos de ações na
corte eleitoral e
correm, em maior ou
menor grau, o risco
de perder o mandato.
A maioria dos
processos foi movida
pelo Ministério
Público Eleitoral
dos respectivos
estados e por
candidatos
derrotados que
acusam os
governadores de
abuso de poder
econômico e
político, entre
outras coisas.
Veja as denúncias
contra os 12
governadores
Dois desses 12
governadores já
foram julgados, mas
ainda não se
livraram
completamente das
acusações. Teotônio
Vilela (PSDB), de
Alagoas, José de
Anchieta Junior
(PSDB), de Roraima,
foram absolvidos
pelo TSE no ano
passado, mas ainda
enfrentam recursos
contra expedição de
diploma (RCED), peça
processual
característica do
TSE.
A situação de
Anchieta é a mais
delicada. O tucano
foi cassado duas
vezes pelo Tribunal
Regional Eleitoral
(TRE-RR). A primeira
decisão ele
conseguiu reverter
no TSE. Porém, no
fim do ano passado,
a corte eleitoral
local, mais uma vez,
cassou seu mandato.
Os juízes
determinaram que ele
ficasse no cargo até
a análise de
eventuais recursos
apresentados pela
sua defesa. Na corte
superior, o
roraimense aguarda o
julgamento de um
recurso contra
expedição de diploma
(RCED).
Os outros dez
governadores à
espera de julgamento
no TSE são: Tião
Viana (PT-AC); Omar
Aziz (PSD-AM); Cid
Gomes (PSB-CE);
André Puccinelli (PMDB-MS);
Roseana Sarney
(PMDB-MA); Antonio
Anastasia (PSDB-MG);
Wilson Martins (PSB-PI);
Sérgio Cabral (PMDB-RJ);
Marcelo Déda (PT-SE),
e Siqueira Campos (PSDB-TO).
Desses processos, o
mais recente é o que
corre contra o
governador de
Sergipe por uso da
máquina pública em
sua campanha à
reeleição. Déda foi
absolvido pelo
TRE-SE, mas a
decisão virou objeto
de recurso
apresentado no
Tribunal Superior
Eleitoral no último
dia 27.
Absolvição e
morosidade
O número de
governadores
processados no TSE
só não é maior
porque o tribunal
julgou e absolveu,
em 27 de outubro, a
governadora do Rio
Grande do Norte,
Rosalba Ciarlini (DEM).
Ela era acusada pelo
ex-governador Iberê
Ferreira de Souza (PSB),
candidato derrotado
à reeleição, de
abusos de poder
econômico e
político, uso
indevido dos meios
de comunicação
social e gastos
ilícitos de campanha
na corrida eleitoral
do ano passado.
TSE absolve
governadora do Rio
Grande do Norte
Justiça ameaça
mandato de 38% dos
governadores
Mesmo em um ritmo
mais rápido do que a
Justiça comum, o TSE
tem levado, em
média, entre um e
dois anos para
julgar um chefe de
Executivo local.
Muito disso por
conta do processo
estabelecido na
corte. Governador e
vice apresentam suas
defesas
separadamente.
Também têm direito,
cada um, a indicar
testemunhas para
serem ouvidas. A
partir daí, quem
acusa, seja algum
partido político ou
o Ministério Público
Eleitoral, tem a
obrigação de
comprovar os fatos
imputados aos
acusados, seja por
prova material ou
testemunhal.
Outro fator que
diminui a
possibilidade de
julgar com mais
celeridade é a
quantidade de
processos que chegam
ao TSE. Somente no
plenário foram
concedidas 4,6 mil
decisões ano
passado. Este número
corresponde às
posições tomadas
pelo colegiado.
Individualmente, os
ministros decidiram
7,9 mil casos.
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