UMA APOSTA E UM GRANDE DESAFIO
27/07/2007
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Presidente do Conselho de
Administração do Instituto de Habitação e Imobiliária (IHI), Cipriano
Barreto:
Começo por agradecer de forma singela esta
iniciativa (o contacto foi feito para uma revista de imprensa do
Ministério das Obras Públicas e Infraestruturas) e, como tal, cabe-me a
honra e o dever de dizer algumas palavras sobre o nosso empenhamento
perante um desafio que, em meu entender, não é de todo fácil, devido à
complexidade de inúmeros problemas com que o nosso sector dia a dia se
confronta.
Após o meu empossamento, em meados de mês do
Julho de ano transacto, graças ao dinamismo e ao clima de confiança
forjado no nosso Ministério, sobretudo por Sua Excelência o Sr. Ministro
Delfim Neves, conseguimos inverter o rosto das nossas instalações, com a
introdução de algumas melhorias tanto em termos materiais, como de
equipamentos e transportes.
Neste contexto, sentimo-nos bem e o convívio
laboral actual é, sem dúvida, melhor que outrora. Nós, enquanto factor
determinante, tudo faremos para não defraudarmos as expectativas. A nossa
correspondência com o Ministério de tutela tem sido cada vez mais
profícua, o que nos motiva a entrosar novas ideias, gerando novos
critérios na busca de soluções construtivas adaptáveis às novas
tipologias.
Quanto a melhorias, é preciso dizer-se
que, ao constatarmos a falta de meios financeiros para a resolução de
alguns problemas, solicitamos daí a colaboração do Ministério.
Uma ajuda financeira foi-nos então dada
através da Embaixada da China/Taiwan, o que tem contribuído, sobremaneira,
para colmatar a situação. Para o futuro, queremos programar e apostar
sempre no mercado imobiliário como um mecanismo imprescindível ao processo
de materialização de políticas sociais em matéria de habitação. Queremos
angariar ou arrecadar meios financeiros que nos possibilitem construir
mais e melhor, no sentido de melhorarmos o relacionamento entre a oferta e
procura. Depois de conseguirmos atingir uma ligeira auto-suficiência
produtiva, estaremos em condições de garantir vivendas de acordo com o
patamar social de cada utente. É preciso definir e programar para o
futuro, porque a problemática habitacional exige recursos avultados para a
sua materialização». ▪
Casas de habitação
para o distrito de Mé-Zochi
Cinco blocos de seis
apartamentos cada, perfazendo um total de trinta, começam a ser
construídos na cidade da Trindade e nas vilas de Madalena, Bom-Bom e
Almas, como forma de se ir fazendo face a problemas de habitação no
distrito de Mé-Zochi. Orçadas em cerca de 1. 500 mil dólares americanos,
as obras têm a duração de, aproximadamente, dois anos e estão a cargo do
consórcio Construções Água-Grande (envolvendo as empresas ABC Service,
Copstrol e Constep) que venceu o concurso público de Março último.
Segundo a memória descritiva do projecto, o
complexo habitacional de alta qualidade disporá de várias
infra-estruturas de apoio, dentre outras, lavandaria, telheiro para
convívio, jardim e parque de estacionamento. ▪