Descriminação nas Forças Armadas de São Tomé e Príncipe
28-10-2009
- As políticas e os programas devem centrar-se na integração económica e
social dos trabalhadores marginalizados, na luta contra a vulnerabilidade e
exclusão.
Isto implica que os programas relativos a
integração socio-económica, quer se trate de educação, formação ou
micro-financiamento, devem ser concebidos e implementados tendo como
principal objectivo a integração dos jovens na sociedade e na economia
(formal), para que se insiram no âmbito de aplicação do quadro jurídico e
institucional.
As investigações e estatísticas devem ser
bem orientadas e concebidas para apoiar e sustentar efectivamente a
aplicação destas políticas e programas, tendo as inspecções de trabalho um
papel preponderante na garantia e controlo dos direitos e protecções,
facilitar e acelerar o ao emprego cada um de acordo as suas
capacidades, acesso ao sistema judicial e assistência jurídica, ofertas de
possibilidades de formação, de melhoria de conhecimentos e de qualificações
.
Cabe aos governos e as assembleias
distritais estabelecerem a nível nacional e local um quadro jurídico que
permita o exercício do direito de representação em que a legislação nacional
deve garantir e defender a igualdade de oportunidades e de liberdade de
escolha de todos os trabalhadores independentemente da sua cor, raça,
classe social, nível académico e do local e das modalidades do seu trabalho,
podendo assim constituir organizações e aderirem as mesmas, integrando-se
na economia e na sociedade sem temer represálias e intimidações.
Pois, apesar da constituição da república
garantir todos estes produtos acima indicados assiste-se, cada vez mais a
níveis crescentes a descriminação de um número elevado de jovens militares
que não têm acesso as mesmas de oportunidades, reservando-se esse direito
a um número somente restrito de mancebos, quando o serviço de formação e
instrução militar é um dever dever de todo cidadão sem excepção.
E assim que se observa diariamente jovens
que após o cumprimento do serviço militar, a excepção dos benditos
treinos e ginásticas saem da mesma forma em que entraram, isto é, sem
formação, qualificação ou preparação para o mercado de emprego, ou seja
nenhuma preparação para enfrentar a vida civil que o espera, cumprindo
somente e sem reclamar apenas o artigo 64º ponto 1 - É honra e dever
supremo do cidadão participar na defesa da soberania ...,
ponto 2 - Todo o cidadão tem o dever de prestar serviço militar nos termos
da lei,..., etc... enquanto os governantes da terra se deleitam em
viagens, carros e whiskes.
Lugar onde as empresas e unidades
económicas aproveitam para aumentar ainda mais os seus níveis de exploração
e, lucros fáceis, sugando o país é transferido para o estrangeiro, numa de
capitalismo soberbo que ataca tudo e todos incluindo a economia
informal, raspando e transaccionando tudo numa violação da declaração de
Filadélfia, que consagra o direito de todo o ser humano a viver em
"Liberdade, Dignidade, Segurança Económica e Igualdade de Oportunidades",
com base numa moldura legal ou regulamentar, rumo a uma luta contra
a vulnerabilidade, pobreza extrema e défices de trabalho digno.
Por isso, necessário se torna e urgente
que se melhore, proteja e dignifique profundamente a vida triste e precária
dos jovens militares que após o cumprimento do serviço a nação, merecem um
outro tratamento mais digno como ser humano.
Por : Tomé D´Araújo Lima