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“Unidos
contra a Fome”
28-11-2010 Para
muitas pessoas o Dia Mundial da Alimentação é mais um
dia sem alimentação. Apesar de o número de pessoas com
fome tenha diminuído em relação aos valores históricos
superiores a um bilhão de pessoas registados no ano
passado, ainda existem 925 milhões de pessoas com fome
no mundo. Somos constantemente relembrados que os
sistemas alimentares mundiais não estão a ser efectivos
no garante da segurança alimentar aos membros mais
vulneráveis das nossas sociedades.
A meta contra a fome estabelecida no primeiro Objectivo
de Desenvolvimento do Milénio – diminuir em metade a
proporção de pessoas até 2015 – é um pilar de que
depende a realização dos restantes Objectivos. Quando as
pessoas têm fome, não conseguem quebrar o ciclo da
pobreza, e estão expostas a doenças infecciosas. Quando
as crianças têm fome, não conseguem crescer, aprender e
desenvolverem-se.
Só este ano, o terramoto no Haiti, a seca no Sahel e as
cheias no Paquistão fizeram milhões de pessoas mergulhar
numa situação de fome que põe em risco as suas vidas. As
crises alimentar e financeira continuam a afectar as
populações mais vulneráveis. Os preços dos alimentos
permanecem voláteis e recentemente registaram o nível
mais alto dos últimos dois anos.
O tema de este ano para o Dia Mundial da Alimentação,
“Unidos contra a Fome” reflecte uma mudança positiva: um
número cada vez maior de governos, organizações
intergovernamentais, organismos regionais e
sub-regionais, empresas e associações da sociedade civil
estão a estabelecer parcerias e a implementar soluções
conjuntas. A abordagem é cada vez mais compreensiva,
abrangendo a estabilização da oferta de alimentos, um
maior acesso aos alimentos e a optimização da nutrição a
nível familiar. A abordagem engloba igualmente todas as
questões relacionadas com a segurança alimentar, desde
as actividades dos pequenos agricultores até à
alimentação de crianças em idade escolar. É assim que,
em situações de emergência, a ajuda alimentar pode
salvar vidas.
Nos últimos meses, tem sido dada mais atenção à nutrição
e à necessidade de proporcionar uma alimentação
adequada, no momento certo, a quem realmente dela
necessita. Isto exige da parte dos sistemas de
agricultura, de saúde e de segurança social uma maior
abertura em relação às necessidades nutricionais; requer
igualmente intervenções específicas que melhorem a
nutrição das crianças desde o momento da sua concepção
até aos dois anos de idade.
Incito a todos que trabalhem em prol dessa abordagem
compreensiva e o façam em parceria, de modo a
capitalizar os progressos que fizemos na redução dos
números de pessoas com fome. Unamo-nos contra a fome
para assegurar a segurança alimentar e nutricional para
todos os seres humanos.
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