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O passageiro resistente

Comprar um bilhete de avião é uma espécie de jogo de raspadinha: ninguém sabe o preço antes de a necessidade de transporte surgir.

António Monteiro Fernandes

O avião, outrora símbolo do luxo, da facilidade e do bem-estar, é hoje o meio de transporte mais desconfortável que existe, com a possível (mas discutível) excepção do burro de carga. A degradação da qualidade do serviço prestado aos passageiros, em quase todos os aspectos, acompanhou a sofisticação tecnológica da actividade e a sua total desregulação - tendo ambos os fenómenos, em larga medida, origem nos Estados Unidos. Mas nem a liberalização nem o consequente potenciamento da concorrência explicam que as companhias tenham, em geral, secundarizado a qualidade
como vantagem competitiva.

Em matéria de preços, coisas inenarráveis - coisas de que facilmente se aperceberá quem, durante um vôo, se ao trabalho de perguntar aos vizinhos de lugar quanto pagou cada um deles pelo seu bilhete. Usa-se a lei da oferta e da procura naquilo que ela tem de pior: na possibilidade de especular com a aflição, com a ansiedade ou com a expectativa das pessoas. Comprar um bilhete de avião é uma espécie de jogo de raspadinha: ninguém sabe o preço antes de a necessidade de transporte surgir. Se um cidadão perguntar ao balcão de uma companhia, com total simplicidade, quanto custa uma passagem para
Paris, em classe económica, a resposta será, com um sorriso - 'Depende'.     

Numa revista de gestão
americana, lia-se, pouco tempo, que não , à face do planeta, negócio tão mal gerido como o do transporte aéreo de passageiros. A trajectória ondulante desse negócio parece confirmar a ideia: dos lucros gordos aos prejuízos abissais vão distâncias de meses e nehuma das situações se entende bem. Em geral, voa-se cada vez mais, oferecendo cada vez menos aos passageiros, e perdendo dinheiro.

Reconheça-se que a gestão dessas empresas não é coisa fácil.

Para falar naquilo que é, afinal, o cerne da actividade, bastará notar que as transportadoras aéreas têm que lidar com, pelo menos, duas das corporações profissionais mais poderosas e exigentes: a dos pilotos e a dos controladores de tráfego aéreo.

Ambas estão compactamente organizadas em sindicatos ricos e fortes.  Ambas se acham com direito ao grosso dos proveitos da actividade e a uma porção substancial do poder nas empresas. Pior: uma delas - a dos controladores - nem sequer tem relações de trabalho com as companhias aéreas.

A estas dificuldades, acrescem as do custo do petróleo e da segurança, da concorrência das companhias de baixo custo, e por fora - tudo complicações que exigem um tipo especial de gestor, raríssimo em qualquer parte do mundo.

E como, na sua enorme incomodidade, na ineficiência que manifesta em tantos momentos, na opacidade da sua economia e na sobranceria do trato com o cliente, o transporte aéreo continua a não ter alternativa, nada resta senão resistir, aguentar, esperar que gente melhor repense toda a 'doutrina' do sector e lhe imprima uma inflexão saudável - no sentido de voltar a ser um negócio de pessoas e não de objectos.
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António Monteiro Fernandes, Professor do ISCTE


CIDADÃOS QUEREM MUDANÇA DE REGIME

27-12-2007  - Um grupo de cidadãos defende que o actual regime de sistema semipresidencialista instalado nas ilhas já não se compadece com a nova conjuntura do país.

A resposta, segundo este grupo, seria a realização de um referendo popular para a alteração do regime. Para um país que vive principalmente de donativos para suportar os gastos do orçamento, nós vimos que a este nível e a este ritmo o país nunca irá desenvolver-se. Júlio Silva, o porta-voz do grupo, explica que o Orçamento Geral do Estado sem o cargo de primeiro-ministro ficaria mais leve.

A existência de muitos ministérios é outro factor que sobrecarrega o OGE. A legalização do movimento junto às instâncias judiciais tem sido um problema.

Apesar dos esforços, tem sido difícil a luta em direcção a este objectivo. Segundo Júlio Silva, a solução seria recorrer às instâncias judiciais mais altas do arquipélago para alcançar o intento do grupo, ou seja, a legalização.

A mudança de regime é uma aspiração que certamente vai de encontro à vontade já manifestada pelo Presidente da República, Fradique de Menezes que não conseguiu reunir consensos nas esferas políticas do país com vista à tão desejada consulta popular, através do referendo com vista à instalação do regime presidencialista.

Alguns analistas políticos santomenses admitem a possibilidade do movimento contar com o envolvimento de Fradique de Menezes. Fonte: BBC


AS RAÍZES DA VIOLÊNCIA
20-12-2007 - A violência urbana é consequência inevitável de uma sociedade na qual 2/3 da população economicamente activa, está desempregada. Parte destas pessoas estão procurando com emprego que. Outra parte está tentando sobreviver por meio daquilo que costuma se chamar de trabalho informal (vendedores ambulantes, diaristas, etc.).

É no desemprego que está a origem de todas as outras formas de violência. O desemprego é a violência fundamental, isto é, aquela que está na base, aquela que funda todas as outras formas de violência. É ilusão esperar que uma sociedade que não é capaz de possibilitar que cada um produza dignamente a sua vida por meio do seu próprio trabalho consiga controlar a violência. A única forma de criar as condições necessárias para controlar a violência é dar trabalho a todos. Isso só é possível repartindo o trabalho existente entre todos os trabalhadores, mantendo o salário actual, e abrindo frentes públicas de trabalho.

Sem isso, é impossível falar em controlo da violência. A absoluta irracionalidade do capital se expressa numa sucessão de desperdícios – de trabalhadores, de dinheiro público, de recursos naturais.

Somente uma sociedade baseada no domínio de uma pequena minoria pode justificar tamanha irracionalidade. Os jovens e trabalhadores são-tomenses devem exigir o mínimo que o governo e os detentores do capital têm obrigação de oferecer: o direito ao trabalho e a uma vida digna. Eles somente terão força suficiente para conquistar esse direito mínimo por meio de sua auto-organização em todo o país, construindo comités que guardem total independência dos patrões e dos governos. Os trabalhadores e os jovens só podem contar com eles próprios. As suas vidas dependem da sua capacidade de auto-organização.


CHOCOLATE DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE E OUTROS PRODUTOS GIROS
As ilhas de São Tomé e do Príncipe estão a produzir matérias
primeiras de altíssima qualidade com as quais se fabricam em
diferentes lugares do mundo produtos de delicattessen que fazem as
delícias dos consumidores bonvivantes.
A Associação Caué tem feito uma nova web para a valorização da
qualidade dos produtos de São Tomé e Príncipe por meio da recolha de
informação e opiniões sobre esses produtos.

 


DESCOBERTAS NOVAS ESPÉCIES DE PEIXE EM SÃO TOMÉ

13-12-2007 - Da análise se declara que a transição confusa da glaciação para o aquecimento, suscitam que cerca de 10 espécies de peixes foram descobertas no país por um grupo de cientistas.  

Até agora desconhecidas no arquipélago de São Tomé e Príncipe, em frente à costa da África ocidental, haverá ainda muitas espécies não conhecidas pela ciência universal, conforme anunciaram pesquisadores.

Uma equipe, que inclui quatro biólogos brasileiros e três americanos, também observou 50 espécies de peixes que até agora não haviam sido vistas na região, em uma expedição de duas semanas.
Afirmam que é possível encontrar mais espécies desconhecidas de peixes nas águas tropicais deste arquipélago, situado sobre o Equador, no Golfo da Guiné, a 240 km da costa ocidental africana.

"Se encontrarmos ali 60 espécies não registradas antes, dez delas desconhecidas para a ciência, em poucas semanas, significa que há muitas, muitas mais", disse em entrevista por telefone.

"É realmente uma das principais pontes da biodiversidade marinha inexplorada da Terra. Deveríamos ter feito mais mergulhos, a maior profundidade, mas não pudemos", comentou.

Os cientistas apresentaram as descobertas de sua expedição, financiada pela sociedade americana National Geographic, à Zootaxa, uma publicação científica internacional especializada em taxonomia animal, acrescentam os cientistas que no futuro terão mais coisas a dizer deste negócio.


NOVOS AUTOCARROS SUAVIZAM O BOLSO DOS POPULARES

06-12-2007 - O parque de estacionamento, defronte ao novo mercado, se coloriu com mais esta iniciativa do Governo de Tomé Vera Cruz, que, através do Ministro das Obras Públicas e Infra-estruturas, fez chegar a esta zonas sete novos autocarros, transportes colectivos, que transportam desde o início de Setembro a população as zonas norte, sul e centro do país.

De realçar que cada transporte público leva cerda de 32 passageiros. Portanto, a comissão que assumiu a gerência dos autocarros, no calculo pensou proceder a aplicação de vários preços que facilitem transporte aos mais carenciados.

É assim que, a comissão executiva dos transportes públicos no procedimento aplica valores tais: três mil dobras, o máximo que atinge a zona de Porto Alegre, com cerca de 90 kms, 27 mil dobras, conforme explicou... 

Por: Octávio Soares


CÂMARA DISTRITAL DE ÁGUA GRANDE TEM EM VISTA UM VASTO E PROGRESSIVO PROJECTO

09/01/2008 - A Direcção da Câmara Distrital de Água Grande tem alguns Projectos progressivo na mudança do rosto da Cidade Capital de S. Tomé e Príncipe, disse Engenheiro Agrónomo, João Viegas da Costa Cravid, actual presidente da Câmara Distrital de Água Grande.

É uma aposta do Presidente da Câmara Distrital de Água Grande, João Viegas, eleito há um ano, o novo Presidente da Câmara brilha com o Projecto Cidade Limpa para este ano.

A organização da cidade de S. Tomé vai contar com a reorganização dos taxistas de forma a manter uma boa organização, conforme explica João Viegas, salientando-se que há uma definição directa dalgumas prioridades no quadro das actividades de limpeza e em todas as localidades da Cidade.

Com a retirada dos vendedores da Praia Brasil, a cidade tomou novo rosto e facilmente as pessoas já podem circular normalmente nos passeios; aquela aglomeração das pessoas que lá estavam, deixava uma má imagem da Baía de Ana Chave, deixava péssimas condições de salubridade pública bem como má conservação das praias, conforme explicou o presidente da Câmara Distrital de Água Grande.

Segundo o presidente da Câmara Distrital de Água Grande, há boas perspectivas para a reabilitação dos passeios no centro da cidade capital, já há garantias de financiamento para actividades concernentes a beleza e o saneamento do meio bem ainda como luta pela salubridade nas diversas localidades circundantes da praça.

Agora se procedeu a demolição da Feira do Ponto e vamos construir outra infra-estrutura no local, conforme as nossas perspectivas, disse o pelouro da Câmara que salienta “ a questão da transição das pessoas para o novo mercado, uma transição que está em curso e para concluir essa transferência, a Câmara pretende regularizar a daqueles que ainda se encontravam na Feira do Ponto.

“Trabalhamos no suporte legal, segundo o presidente, de forma a que as pessoas possam lidar com os lixos. Existem algumas leis que foram feitas dentro do suporte legal e enviamos ao governo para serem aprovadas”.

Sendo essa lei aprovada, tanto do ponto de vista das leis materiais como do ponto de vista pessoais, na devida altura, nós poderemos resolver o problema dos lixos com medidas que devem ser tomadas de forma a salvaguardar a eficácia”, entusiasma-se o mais alto responsável da Câmara.

João Viegas realça que quando resolver o problema central da capital, resolver-se-ão também os diferentes problemas noutras zonas.

Consideramos salutar que se resolvam os problemas de todas as localidades dentro do distrito, pouco ao pouco, na medida da possibilidade financeira.  Tem havido limpezas nalgumas áreas de carácter social, a perspectiva de infiltração de água para algumas zonas, chafarizes públicos lavandarias.

Existem parcerias, quer materiais e quer financeiras, para fazer face aos objectivos. Estabelecemos acordos de parceira com a Cruz Vermelha e a Missão Francesa para a construção de latrinas, chafarizes e lavandarias para equacionar os problemas do saneamento de meio.

Temos alguns projectos em vista no interior do Mercado Municipal, a electrificação pública em algumas zonas e está também em perspectiva a reabilitação do Parque Popular da Cidade Capital para o seu  aproveitamento cabal, optimiza João Viegas com um optimismo contagiante e do qual se espera que São Tomé seja a Cidade Limpa do 2007.

Neste ano organizaremos o Centro da Cidade capital e será um passo dado quando tudo dependerá simplesmente dos meios financeiros conforme disse João Viegas da Costa.

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