Conclusão
da
Missão
do FMI à
São Tomé
e
Príncipe
25-05-2010
- Uma
equipa
do corpo
técnico
do Fundo
Monetário
Internacional
(FMI)
visitou
São Tomé
e
Príncipe
de 7 a
20 de
Maio de
2010
para a
realização
das
Consultas
do
Artigo
IV e
segunda
avaliação
de
desempenho
ao
abrigo
do
Instrumento
de
Crédito
Prolongado
(ECF)
aprovado
pelo
Conselho
de
Administração
do FMI
em Março
de 2009.
A equipa
reuniu-se
com Sua
Ex.ª o
Primeiro-Ministro
Rafael
Branco,
e
manteve
encontros
de
trabalho
com a
Ministra
do Plano
e
Finanças,
Dra.
Ângela
Santiago,
o
Governador
do Banco
Central
de São
Tomé e
Príncipe
(BCSTP),
Dr. Luís
de
Sousa,
outros
quadros
superiores
do
Governo
e do
BCSTP,
Ilustres
Deputados
da
Comissão
de
Assuntos
Económicos
e
Financeiros
da
Assembleia
Nacional,
bem como
com
representantes
da banca
comercial,
comunidade
empresarial
e
parceiros
de
desenvolvimento
de São
Tomé e
Príncipe.
No termo
da
visita,
o Senhor
Tsiti
Tsikata,
Chefe de
Missão,
emitiu a
seguinte
declaração:
“Observou-se
um
abrandamento
da
economia
para
aproximadamente
4 por
cento em
2009
após ter
atingido
mais do
que 6
porcento
ao ano
durante
os
últimos
cinco
anos.
Esse
abrandamento
ficou a
dever-se
a um
significativo
declínio
do
Investimento
Directo
Estrangeiro
(IDE) e
à
diminuição
de
donativos
oficias
que
afectaram
adversamente
o ritmo
das
actividades
nos
sectores
da
construção
e do
comércio.
A actual
crise
económica
e
financeira
global
diminuiu
as
perspectivas
de São
Tomé e
Príncipe
para um
rápido
retorno
à senda
do
crescimento.
Mais
especificamente,
é pouco
provável
que se
verifique
uma
grande
retoma
do IDE a
curto
prazo. A
inflação
continuou
a
diminuir
gradualmente
com uma
quebra
homóloga
de um
pico de
37
porcento
em Julho
de 2009
para 13
porcento
em Abril
de 2010.
A
inflação
nos
produtos
não
alimentares
foi
muito
menor,
tendo
atingido
4,5
porcento
em Abril
de 2010.
O
sucesso
da
recente
introdução
da
paridade
da taxa
de
câmbio
da Dobra
ao Euro
– a
moeda
dos
principais
parceiros
de
negócios
de STP –
é um bom
augúrio
de
maiores
progressos
no
sentido
de fazer
descer a
inflação
e as
taxas de
juros no
País e,
assim,
promover
a
actividade
económica.
O
Governo
e o
corpo
técnico
do FMI
discutiram
políticas
para
reforçar
o
desempenho
fiscal
de forma
a manter
a
estabilidade
macroeconómica
e apoiar
a
ancoragem
da taxa
de
câmbio.
No
decurso
dos
últimos
anos, o
Governo
recorreu
aos
proventos
da Conta
Nacional
do
Petróleo
e das
privatizações
para
promover
o lado
da
despesa,
nomeadamente
em
projectos
de
investimento
público.
No ano
transacto
o
Governo
utilizou
esses
recursos
para
compensar
a
receita
fiscal
abaixo
do
esperado
e as
quebras
nos
donativos
externos.
Contudo,
o
Governo
reconheceu
a
necessidade
de
estabelecer
políticas
para
atingir
uma
posição
fiscal
mais
sustentada
e
sublinhou
as
medidas
que
estão a
ser
postas
em
prática
para
melhorar
a gestão
da
receita
e da
despesa
pública.
O corpo
técnico
do FMI
sugeriu
que as
autoridades
implementem
medidas
destinadas
a
resolver
o
problema
recorrente
de
acumulação
de
atrasados
entre o
Tesouro,
a
empresa
de água
e
electricidade
(EMAE) e
a
empresa
importadora
de
petróleo
(ENCO),
incluindo
mecanismos
de
ajuste
automático
dos
preços
dos
combustíveis
e das
tarifas
da água
e da
electricidade.
Tal
acção
permitirá
ao
Governo
centrar
os seus
recursos
orçamentais
ligados
aos
programas
de
protecção
social.
Não
obstante
o perdão
substancial
da
dívida
que
recebeu
dos
parceiros
bi e
multilaterais,
STP
permanece
em
elevado
risco de
voltar a
sentir
perturbações
ligadas
à divida
externa
devido à
sua
limitada
base de
produção
e de
exportação.
O corpo
técnico
do FMI
saúda o
compromisso
do
Governo
de
evitar o
recurso
crédito
comercial,
centrando-se
antes
nos
donativos
externos
e nos
empréstimos
em
condições
altamente
concessionais
para
financiar
os seus
programas
de
desenvolvimento.
O
Governo
sublinhou
várias
reformas
que
estão na
calha
para
melhorar
o clima
de
investimento,
que
deverá
contribuir
para
atrair
investimento
directo
estrangeiro
e
facilitar
o
crescimento
impulsionado
pelo
sector
privado.
Foram
atingidas
a maior
parte
das
metas
para
2009
estabelecidas
ao
abrigo
do
programa
apoiado
pelo
FMI.
Contudo,
a meta
do
défice
orçamental
foi
excedida
devido à
quebra
na
receita
e à
despesa
para
sanear
os
atrasados
do
Governo
à EMAE.
O fraco
desempenho
da
receita
continuou
no
primeiro
trimestre
de 2010
e foi o
principal
factor
subjacente
ao
défice
nesse
período
que
também
excedeu
a meta
programada.
O
Governo
e o
corpo
técnico
do FMI
concordaram
em
continuar
as
discussões
sobre a
segunda
avaliação
do ECF
em
simultâneo
com a
monitorização
do
desempenho
fiscal
no
segundo
trimestre
de 2010.
A equipa
agradece
às
autoridades
pela
hospitalidade
e
espírito
construtivo
em que
decorreram
as
conversações.
Prevê-se
que o
Conselho
de
Administração
do FMI
discuta
o
relatório
desta
missão
em
finais
de Julho
de
2010.”