São-tomense
escolhe
Portugal
para se
tornar
melhor no
atletismo
17-07-2009
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A atleta
são-tomense
Glória Santo
sempre
acreditou
que em
Portugal
poderia
tornar-se
uma atleta
mais
completa e
competir nas
provas
internacionais
em igualdade
com as
adversárias,
situação que
se tornou
realidade.
Glória
Santo, de 26
anos,
integra a
comitiva de
São Tomé e
Príncipe nos
Jogos da
Lusofonia,
que terminam
no domingo,
em Lisboa.
"Eu sempre
achei que
poderia ser
uma atleta
melhor. A
nível
nacional (em
São Tomé e
Príncipe),
eu posso ter
vontade e os
treinadores
podem ter
objectivos e
muita
vontade, mas
em termos de
material não
estamos lá
grande
coisa",
declarou a
atleta à
Agência
Lusa.
"Eu vi no
horizonte a
possibilidade
de me
projectar no
atletismo
através de
Portugal. Eu
escolhi o
país e foi
por isso que
fiquei cá a
viver. Por
acaso, eu
tenho visto
resultados",
acrescentou
a
são-tomense,
que já
participou
em três
mundiais, um
júnior
(2002) e
dois
séniores
(Helsínquia
em 2005 e
Osaka em
2007).
"Eu
represento o
meu país em
competições
internacionais
e, em termos
de clubes,
represento o
Sporting",
referiu,
considerando
que o clube
português,
onde está
desde 2004,
tem "uma
excelente
estrutura e
fornece
todos os
recursos
necessários
aos seus
atletas".
Glória, que
começou a
praticar
atletismo
aos 10 anos,
vem de uma
família
humilde de
São Tomé e
Príncipe e
sempre foi
incentivada
a continuar
pelos seus
professores
de desporto
na escola.
"Desde que
entrei no
atletismo
reconheço o
meu
potencial,
assim como
as pessoas
que
acompanharam
a evolução
da minha
carreira de
atleta.
Comecei a
ganhar
dinheiro aos
13 anos (com
o atletismo)
e isso
possibilitou
ajudar
financeiramente
a minha
mãe",
explicou.
"O atletismo
também me
fez crescer,
mentalmente
e
fisicamente.
Foi isso
também que o
desporto me
trouxe",
adiantou.
Em Portugal,
onde vive
desde 2000,
começou a
praticar o
atletismo no
Grupo
Desportivo
do Cavadas,
no Seixal.
Pelo
Sporting,
onde é
treinada por
Carlos
Silva, a
atleta
são-tomense
já ganhou
inúmeras
provas e
prémios.
"Dificilmente
fico em
segundo. Já
estou
acostumada a
ficar em
primeiro",
indicou a
são-tomense,
sem precisar
ao certo o
número de
vitórias.
Glória Santo
sentiu
algumas
dificuldades
na adaptação
a Portugal,
sobretudo
por causa do
frio e pela
dificuldade
em conseguir
autorização
de
permanência
no país.
"Só em 2006
consegui
toda a
documentação",
declarou,
acrescentando
que perdeu
dois anos de
escola por
causa desta
situação.
Mas já
completou o
11º ano e
pretende
seguir os
estudos.
"Deixei de
trabalhar há
um ano,
cheguei até
a fazer
limpezas,
mas acho que
vale a pena
para
conseguir
melhores
resultados
no atletismo
e na
escola",
disse.
"Quem sabe
um dia
consiga
viver só
desporto",
disse,
lamentando
que agora,
só com o
salário do
Sporting,
não consegue
enviar
regularmente
dinheiro
para a mãe,
que vive em
São Tomé e
Príncipe com
uma das suas
duas irmãs.
Glória, que
também
disputa
provas de
100m, 200m,
400m, salto
em
comprimento
e 4x400m
estafeta,
ganhou a
medalha de
bronze nesta
última
categoria
nesta edição
dos Jogos da
Lusofonia.
A atleta vai
participar
no seu
terceiro
mundial
sénior, em
Berlim, em
Agosto, na
prova dos
100m
(qualificada
com o tempo
de 11:53).
Quanto ao
futuro,
disse: "Eu
tenho a
certeza que
algum dia
vou
conseguir
atingir a
meta que
tracei".
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