|
NÃO PROMETI NADA AO SENHOR AURÉLIO SILVA E ELE
QUE PROVE O CONTRÁRIO
28-04-2007
Terá afirmado o Ministro das Infra-Estruturas e Obras Públicas em Entrevista
ao Tropical
Há
mecanismos e formas para provar o que alguém disse alguma vez e que neste
momento produz alguma dúvida. O senhor Aurélio Silva que prove isto, que eu
alguma vez tenha prometido 40 milhões de dobras aos licenciados, o senhor
que o prove__ é como manifesta o Ministro das Infra-estruturas e
Obras Públicas, Delfim Santiago Neves, perante o facto de ter sido chamado
de mentiroso pelo líder sindical.
No texto passado semana
atrás, pelo Órgão de Comunicação Social, Tropical, o Secretário Geral do
Sindicato de Trabalhadores do Estado, STE, teria dito que o Ministro Delfim
Neves havia prometido, durante as recentes campanhas eleitorais, pagar aos
licenciados cerca de 40 milhões de dobras a cada um, facto que o pelouro das
Infra-estruturas e Obras Públicas contesta vivamente. Disse-nos:
Se eu alguma vez
prometi ao senhor Aurélio Silva pagar os licenciados 40 milhões de dobras, o
senhor Aurélio Silva que prove esta minha declaração. Eu, em nenhum momento,
prometi pagar aos licenciados este dinheiro. O que eu disse sim, repito
ainda, é que se os licenciados receberem os três ou quatro milhões de dobras
que, na altura, estava previsto pagar, seriam engolidos pelo tempo e pelas
manobras políticas que decorriam naquela altura das campanhas políticas não
era possível receber grande coisa. Porque, dos quatro milhões de dólares que
o Governo de então recebera de Angola, para dar um bom valor as pessoas, não
era possível atribuir um valor razoável aos mesmos.
Significa, isso sim,
que, em circunstâncias normais, seriam cerca de 35 a 40 biliões de dobras
o montante global recebido, o que iria corresponder certamente a cada um dos
licenciados para mais de 40 milhões de dobras, valor que o Ministro
avançou como possível se no caso as coisas corressem na sua normalidade.
Entretanto, segundo o
detentor da pasta de Infra-Estruturas, Delfim Neves, houve irregularidades
na arrecadação e na distribuição que o mesmo ministro, havia denunciado na
altura, enquanto deputado, sobre a forma como este valor foi recebido pelas
autoridades nacionais e a forma como ele havia de ser atribuído.
Dos quatro milhões
de dólares recebidos de Angola, parte do valor foi retirado para fins
eleitorais, isso eu havia dito, o que veio parar às mãos dos licenciados
foi somente em cerca de dois milhões de dólares. E repara, disse o
Ministro, que no processo tão anormal como as coisas decorreram, tudo levava
a crer que essa verba seria desviada de maneira fraudulenta., disse o
Ministro. Mesmo na forma como as pessoas haveriam de receber os valores,
haveriam irregularidades.
Nós verificamos que
foram criados vários postos de entrega dos montantes aos licenciados, ora no
Alisei, ora nas Câmaras e em outros lugares adaptados no momento, o que
indicava que o próprio Sindicato não reunia condições para ser ele mesmo a
controlar e a proceder a atribuição dos valores aos licenciados. Por esta
razão é que as pessoas chegaram a receber os poucos milhões de dólares que
receberam e eu simplesmente alertara para este facto. E eu dizia que em
condições normais, as pessoas teriam direito a receber até 40 milhões de
dobras cada uma. Não prometi nada.
O que eu
aconselharia ao Secretário do STE é que procurasse organizar melhor os
trabalhos do organismo que defende para prestar um melhor serviço aos seus
utentes e não estar a levantar acusações que não correspondem nada a
verdade.
João Lázaro |
 |
|