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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
 

COMÉRCIO DE FLORES EM EXPANSÃO NO PAÍS

Numa visita relâmpago à Roça Vista Alegre, o JT  entrou em conversação com o responsável da FLORASPECIOSA, Manuel Agostinho Sacramento Dória, de 56 anos de idade, engenheiro Técnico Agrário, curso concluído em Santarém em 1974, e ele falou-nos das actividades que desempenha naquela parcela do território nacional.

Exerço o trabalho de Floricultura à cinco anos, numa sociedade que nasceu entre mim e um português. É entretanto de uma empresa luso santomesese.

Actualmente fazemos exportação de flores para a Holanda e Portugal, disse Dória.

Acrescentou Manuel Agostinho que”o nosso propósito de exportação é prestar cada vez melhores serviços e encurtar o tempo entre as cortes das flores e a entrega ao cliente.

Manuel do Sacramento Dória afirma que para Portugal e Holanda, nós cortamos flores às sextas-feiras, elas são enviadas de avião aos sábados e chegam a Portugal no sábado. Também chegam à Holanda aos domingos. Alfandegamos aos domingos também e, na segunda-feira, nós fazemos outrotanto a distribuição aos nossos clientes internos”.

“Em termo quantitativo, nós estamos entre os 500 a 1000 quilos por semana, significa que estamos a crescer. Há altura em que nós enviamos duas toneladas de flores por semana, altura do natal e do dia dos namorados, são datas marcantes em que há mais pedidos. Significa quando há mais interesses na compra das flores indica que nós estamos a crescer e temos a potencialidade de corresponder os estimados clientes” conforme explica Manuel Agostinho. Ele revelou que “neste momento tem cerca de 20 trabalhadores, maioria são senhoras, certamente as senhoras têm mais agilidade e mais cuidados em relação aos homens”.

Hoje, nós temos seis hectares de áreas plantadas, também nós temos várias qualidades de flores, nós importamos também da Tailândia no fim do Outubro do ano passado mais 18 variedades de flores, certos de que daí a mais de um ano e meio essas flores possam vir a ser produzidos no país, como disse Agostinho Dória.

Por outro lado afirmou ao JT que “nós pensamos daqui a um ano e  meio teremos 38 a 40 variedades de flores, porque o mercado de flores é muito exigente, os clientes têm a sua escolha. Quem produz tem que estar a frente no gosto do cliente, certo que estamos a produzir ao gosto dos clientes, na maioria dos casos os clientes não querem esta ou aquela flor, nós temos que encostá-la e trazer outra. A Rosa Porcelana já não tem tanta procura como antigamente, porque apareceram novas variedades de flores mais bonitas e a rosa porcelana não tem muita procura como antes tinha”.

“Nós queremos melhorar o nosso local de trabalho, com melhores condições de serviço, para nós também, tanto para os trabalhadores como para os clientes, acrescentou Agostinho para concluir dizendo que:

“Há muita coisa que nós temos em vista nessa empresa, todos os trabalhadores têm facilidades, nós pagamos a segurança social e, geralmente, nós pagamos os subsídios de férias. Também temos alguma evolução graças as pessoas que estão aqui a trabalhar desde 2001, e o nosso propósito também é ajudar todas as pessoas que nos ajudaram, precisamente dos nossos trabalhadores», disse.

 Octávio Soares    

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