Criação de
Bolsas de
Mercadorias, uma
nova chave de
revolução em
África
Especialistas
africanos
reúnem-se para
tirar proveito
de uma política
de sucesso entre
os agricultores
na Etiópia
Por Redacção |
Washington DC

Foto: AP
Quadro das
cotações da
Bolsa de Valores
Bolsa de
Mercadorias em
África
Especialistas de
14 países
africanos estão
a examinar as
vias para o
encorajamento da
expansão dos
mercados através
do aumento de
rendimentos de 7
dos 10 países do
continente onde
a agricultura é
a base da
economia.
O correspondente
da VOA em
Addis-Abeba,
Peter Heinlein
reporta que as
trocas
comerciais estão
a ser promovidas
como chave da
política que
pretende acabar
com a pobreza
crónica em
África.
Da Tanzânia ao
Ghana e da
Zâmbia a Costa
do Marfim, o
plano é conectar
os agricultores
a uma rede de
informação de
que precisam
para aumentar
substancialmente
os seus
rendimentos.
Na Etiópia um
centro de
fornecimento de
cotações da
Bolsa de
Mercadorias em
tempo real,
recebeu mais de
um milhão de
chamadas de
agricultores
durante o mês
passado. Este
centro de dados
é uma nova
ferramenta para
os agricultores
etíopes, e a
sua importância
está em
crescendo, desde
a sua instalação
há três anos
pela Bolsa de
Mercadorias da
Etiópia.
Eleni
Gabre-Madhin
fundadora e
directora
executivo desse
organismo diz
que o acesso as
informações dos
preços permite
aos agricultores
maximizar os
seus
rendimentos.
“Se os
agricultores
podem receber a
mesma informação
acerca das
cotações no
mercado nacional
tal como dispõem
os exportadores
e firmas de
processamento,
isso muda todo o
jogo. Os ganhos
nos preços de
exportação que
actualmente
favorecem aos
agricultores
subiram de 38
para cerca de 70
por cento.”
Gabre-Madhin
adiantou que as
Bolsas de
Mercadorias ou
de
Matérias-primas
já estão obter
ganhos de 10 a
20 vezes mais em
relação as
Bolsas de
Valores de
muitos países
mais avançados,
como o Ghana e a
Tanzânia.
Governos e
especialistas em
todo o
continente estão
reunidos esta
semana em
Addis-Abeba para
ver até que
ponto o modelo
etíope pode ser
adaptado nos
seus países. A
iniciativa tem o
patrocínio da
Bolsa de
Mercadorias da
Etiópia e da
Agencia das
Nações Unidas
para o
Desenvolvimento
– PNUD.
Gabre-Madhin
sonha em ver um
dia por exemplo
o mercado de
referência de
produtos
africanos como o
do cacau,
actualmente
baseado em
Londres e
Chicago serem
transferidos
para países do
continente como
a Costa do
Marfim o maior
produtor de
cacau no mundo.
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