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Novo presidente da UDD quer “renovação  do partido” e deputados nas legislativas são-tomenses

O novo presidente da União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Carlos Neves, hoje eleito, quer a "renovação do partido", sobretudo "com jovens e mulheres" para assegurar a eleição de deputados nas legislativas de 25 de setembro

“Queremos consolidar enquanto partido, participar na vida política, participar nas próximas eleições e sobretudo dar um contributo grande ao país, que é o de ajudar a garantir a paz, a estabilidade e uma ação governativa, não importa quem esteja no Governo”, disse Carlos Neves.

Eleito em lista única apresentada ao segundo congresso desta força politica que teve lugar no Cinema Marcelo da Veiga, o novo líder da UDD afirmou que a meta do partido “é estar representado na Assembleia Nacional, não importa se com um, se com 10 ou com 30 deputados”, realçando que o importante é fazer ouvir a voz e passar a mensagem do partido.

Atualmente, a UDD conta com um deputado no parlamento, eleito numa coligação com o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), com o qual rompeu em março uma união política que vinha desde 2017.

Para as próximas eleições, Carlos Neves avançou que a UDD vai participar sozinho, mas pretende fazer uma coligação de listas de partidos para evitar o desperdício de votos.

“Significa que cada partido faz a sua lista, mas que só na contagem final [pelo Tribunal Constitucional] podem juntar os votos e isso permite que não haja desperdícios de votos”, explicou Carlos Neves, mostrando-se disponível para discutir com todos os partidos, incluindo o seu antigo parceiro de união, MDFM.

O líder da UDD desvalorizou a polémica despoletada pela Ação Democrática Independente (ADI, oposição) e organização juvenil do partido e apoiada pelo Presidente, Carlos Vila Nova, sobre a falta do recenseamento eleitoral, alegadamente de cerca de oito mil jovens no país e na diáspora.

“Há pessoas que estão a fazer uma tempestade num copo de água. Todos nós gostaríamos que toda a gente que estivesse dentro da lei pudesse exercer o seu direito de voto, mas temos que estar consciente que nem sempre isso é possível”, comentou.

Carlos Neves sublinhou que “é legítima” a agitação feita pela oposição, “mas também é legítimo que entendam que a situação legal não permite [o recenseamento]”, exceto com uma alteração da data das eleições.

Neste cenário, o presidente da UDD alerta para “uma série de condicionantes”, nomeadamente a colisão com “o mandato da Assembleia Nacional, que é de quatro anos”, e que alterando a data das eleições se estaria a “incorrer numa inconstitucionalidade”.

“Nós não estamos nem contra, nem a favor. Só queremos que a lei seja respeitada”, afirmou Carlos Neves. (In Lusa)