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ONU garante financiamento e quer que todos possam votar nas eleições são-tomenses

O represente da Organização das Nações Unidas (ONU) assegurou hoje que países e organizações parceiras de São Tomé e Príncipe vão assegurar o financiamento necessário para as eleições no país, esperando o melhor resultado e que todos possam votar.

“Já falei das reuniões com o corpo diplomático, com os parceiros para mobilizar os recursos necessários para as eleições, agora já não temos problemas de financiamento das eleições”, afirmou Eric Overvest, após um encontro com o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova.

Segundo o coordenador residente da ONU em São Tomé e Príncipe existe um fundo em que “há uma parte que é gerida diretamente pelas Nações Unidas, sobretudo para a formação, as atividades de educação cívica, mas também apoio de peritos em temas das finanças dentro da comissão eleitoral”, para ajudar na transparência dentro da Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

“Estou a ouvir a todos os partidos políticos e esperamos que todo o processo corra bem, e também ajudamos com a mobilização de recursos financeiros”, disse Eric Overvest.

Questionado sobre a contestação desencadeada pela Ação Democrática Independente (ADI, oposição) e a sua organização juvenil e defendida pelo Presidente da República exigindo a atualização dos cadernos eleitorais de cerca de oito mil novos jovens eleitores e pessoas que mudaram de residência desde a eleição presidencial do ano passado, o representante da ONU considerou que “é uma questão nacional das instituições do país que estão dentro da democracia e do Estado de Direito”.

“Eu oiço as preocupações das diferentes partes, mas as Nações Unidas não tomam posições em prol ou contra as deliberações nacionais do país, mas ouvi as preocupações e queremos o melhor resultado para o país, que todos possam votar nas eleições”, acrescentou Eric Overvest.

Além destas questões, Eric Overvest disse que abordou com o chefe de Estado são-tomense a lei da paridade que está a ser discutida na especialidade na Assembleia Nacional, prevendo 40% de géneros nas listas partidárias, nos governos e na administração pública.

“É uma lei muito importante também para o respeito das convenções internacionais das Nações Unidas sobre a participação política das mulheres”, comentou o representante da ONU.

Eric Overvest disse que está a ser elaborado o novo quadro de cooperação para os próximos cinco anos entre as Nações Unidas e São Tomé e Príncipe.

“Ouvimos as prioridades do Governo, ouvi agora as prioridades do senhor Presidente de como as Nações Unidas podem ajudar ainda mais nos próximos anos, nos temas realmente mais importantes e podermos fazer um impacto importante no desenvolvimento sustentável no país”, explicou Overvest.

Na terça-feira, o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, voltou a insistir na necessidade da atualização do recenseamento eleitoral antes das legislativas de 25 de setembro, sob pena de se verificar “uma violação grosseira e uma grave afronta” à Constituição e “demais normas da República”.

A juventude da ADI convocou os jovens são-tomenses para uma manifestação pacífica hoje, às 15:30 (mais uma hora em Lisboa) em protesto para exigir o recenseamento eleitoral no país e na diáspora.

Por sua vez, a juventude do MLSTP/PSD responsabilizou “o Presidente da República, Carlos Vila Nova, que não quis que houvesse recenseamento eleitoral para os novos eleitores jovens e cabe ao Presidente todas as responsabilidades inerentes a esta situação”.

Na quinta-feira, o presidente da CEN, José Carlos Barreiros reafirmou, durante uma audição no parlamento, que não haverá tempo para o recenseamento eleitoral mesmo alterando as leis e os prazos legais, considerando que já se registam atrasos para cumprimento de alguns atos.

By Impala News / Lusa