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São Tomé/Eleições: MLSTP e ADI encerram campanha com

 últimos apelos para maioria absoluta

  A campanha para as eleições legislativas, autárquicas e regional de São Tomé e Príncipe termina hoje, com os maiores partidos a fazerem os últimos apelos aos eleitores para que garantam maioria absoluta, e com um desfecho ainda incerto.

No total, 11 partidos e movimentos, incluindo uma coligação, concorrem no domingo aos 55 lugares da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, mas a disputa pela próxima liderança do Governo faz-se essencialmente entre o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD, no poder) e a Ação Democrática Independente (ADI, oposição).

Quer o atual primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, quer o seu antecessor, Patrice Trovoada, têm insistido na necessidade de conquistarem a maioria absoluta, que afirmam ser necessária para que o próximo executivo empreenda as medidas necessárias para retirar o país da crise.

Patrice Trovoada, que esteve ausente do país desde outubro de 2018 e que regressou no passado domingo, tem colocado a maioria absoluta como condição para ser o próximo primeiro-ministro.

Já Jorge Bom Jesus, que chefia um executivo de 'geringonça', em coligação com outras três forças – Partido da Convergência Democrática (PCD), a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), e o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), – quer governar um segundo mandato apoiado por mais de 28 deputados para ter “mãos livres”.

Hoje, Patrice Trovoada arranca o dia de campanha pelas 06:00 locais (07:00 em Lisboa) no mercado de Bôbo Forro, na capital, visitando de seguida algumas localidades próximas de São Tomé. Da parte da tarde viaja para a ilha do Príncipe, onde fará o comício de encerramento da campanha.

O MLSTP encerra a campanha com um comício, pela tarde, na Praça da Independência, também na capital.

Caso nenhum dos dois maiores partidos consiga a maioria absoluta, terão de procurar negociações pós-eleitorais, sendo que até agora nenhum concorrente anunciou qualquer acordo.

O Movimento dos Cidadãos Independentes – também conhecido como movimento de Caué, distrito no sul do país -, dos irmãos António e ‘Nino’ Monteiro, concorre agora coligado com o Partido de Unidade Nacional (PUN) e quer aumentar o número de deputados, depois de em 2018 se ter estreado no parlamento com dois eleitos.

Nestas eleições, a anterior coligação PCD/UDD/MFDM já não concorreu nesse formato.

O PCD não avançou para estas eleições, estando integrado no movimento Basta, que inclui figuras como o presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves (PCD), o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Patrice Trovoada, Salvador dos Ramos, e o antigo secretário-geral da ADI, Levy Nazaré.

O Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), agora liderado pelo antigo padre Miguel Gomes, e a UDD, com Carlos Neves, avançaram isoladamente.

Nas eleições legislativas de 2018, a ADI foi o partido mais votado, com 25 deputados, seguindo-se o MSLTP/PSD, com 23, a coligação PCD/UDD/MDFM, com cinco, e o Movimento de Cidadãos Independentes, com dois eleitos.

Outras formações políticas que concorrem às eleições deste domingo são: Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-São Tomé e Príncipe), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo (Muda), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP) e o Partido de Todos os Santomenses (PTOS).

Os 123.302 eleitores são-tomenses também têm de escolher os próximos presidentes das autarquias. Em 2018, o MLSTP conquistou as câmaras de Lembá, Caué, Água Grande, Cantagalo e Lobata, enquanto a ADI ficou à frente em Mé-Zóchi.

No domingo, também o Governo Regional do Príncipe vai a votos, concorrendo a União para a Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), liderado pelo atual presidente, Filipe Nascimento, e a coligação Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP) e MLSTP/PSD, encabeçada por Nestor Umbelina.

As eleições contam com pelo menos seis missões internacionais de observação eleitoral, incluindo da União Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Lusa