|
Estudantes bolseiros
são-tomense no
Brasil vivendo em ar
livre
20.05.2011
- Referente a uma
carta dos estudantes
bolseiros
são-tomense no
Brasil enviada a
nossa redacção.
Excelentíssimo srº
1º ministro e chefe
do governo, srº
Patrice Emery
Trovoada.
Nós os estudantes
bolseiros de São
Tome e Príncipe na
Republica Federativa
do Brasil vimos por
este meio suplicar a
vossa mais alta e
urgente intervenção
junto ao ministério
da Educação, para
que o que
denominamos de
tentativa de
banalização de vidas
humanas.
Srº 1º ministro,
seria inútil nesse
momento expor
características e
condições em que
vive e estuda os
bolseiros do país
que a vossa senhoria
governa, uma vez que
esse assunto é tão
corriqueiro nesse
espaço e o
consideramos
bastante agastado.
Não sabemos se é do
conhecimento da
vossa senhoria, mas
nesse momento vamos
há nove
intermináveis meses
sem bolsa de estudos,
quando o Ministério
de Educação e
Cultura de São Tomé
e Príncipe sabe de
antemão ser esse o
nosso único meio de
subsistência e é-nos
vedado qualquer
exercício
profissional
remunerado, sob pena
de ser-nos retirada
a vaga nas
universidades.
Srº 1º ministro,
temos percebido um
total desproposito,
falta de humanismo e
vontade de resolver,
ou se não minimizar
os inúmeros
problemas que nos
assolam nesse lugar.
Existem colegas
em situações
extremas, sem
moradia há mais de
cinco meses
disputando albergues
noturnos com os
pedintes e sem
abrigos, porque
perderam as suas
casas nesses
infindáveis meses
sem auxilio do
MEC-STP.
Existem estudantes
que resolveram
abandonar tudo e
regressar mesmo
faltando dois
semestres para
terminarem os
estudos e que no
entanto não
encontram nenhum
feedback do MEC-STP.
É inadmissível que
volvidos 36 anos de
independência e
sendo STP dependente
em quase 100% da
universidades
estrangeiras para
formar seus quadros,
não exista dentro do
MEC um sector que
responsabilize pelos
bolseiros, e se
existe ou sempre
existiu é
extremamente
incompetente ou
aquém das funções à
que foi concebido.
Em pleno ano 2011 o
sector se quer tem
um meio eletrônico
de comunicação (
email, pagina,
telefone, etc) para
que possamos nos
comunicar. O que
esta a se passar;
Somos relegados a
nossa sorte?
É inconcebível que
alguém que sinta a
sua vida, para não
querer dizer a
dignidade em perigo
queira regressar e
não tenha como
fazê-lo porque
simplesmente o
ministério não da
uma única resposta
ou aceita sob pena
de apresentares
termo de conclusão
do curso.
As poucas
informações de que
dispomos são de uns
ou outros colegas
que ao regressarem
resolvem nos passar.
Essa semana começou
a circular um
“boletim” em que nos
é solicitado o
recadastramento,
quando o ano já vai
no quinto mês, e só
conseguimos isso
porque algum “
sortudo” achou o tal
formulário e
resolveu colocar na
comunidade dos
bolseiros que
criamos no facebook.
Será o
recadastramento
extremamente tardio
função da crise
mundial?
Queremos também
alertar a vossa
senhoria para a
seguinte situação, a
que caracterizamos
de ma fé ou
“cegueira funcional”
do MEC-STP.
No Brasil existe uma
bolsa emergencial
que é dada aos
alunos estrangeiros
em situação de
sobrevivência
alarmante. Esse
beneficio só é
concedido mediante
uma rigorosa
avaliação dos órgãos
social (vistoria a
sua casa) e
psiquiátrico (exame
psicológico) das
universidades à cada
um dos alunos.
Os bolseiros
santomenses como não
podia deixar de ser
foram alguns deles
agraciados com esse
beneficio, e para o
nosso espanto foi
suspenso porque o
MEC-STP informou ao
MEC-Brasil de que
temos vindo a
receber bolsa
regularmente não
havendo necessidade
de sermos
contemplados. Eis o
email da direção do
MEC-Brasil recebido
por nós e que
passamos a expor;
“>
Subject: RES:
Estudante Santomense
do PEC-G - STP > A
Bolsa Emergencial
que foi concedida
aos estudantes
santomenses duraria
até o momento em que
o Governo de São
Tomé efetuasse o
pagamento de suas
bolsas atrasadas. A
DCE recebeu a
confirmação do
Governo de São Tomé
confirmando
a regularização do
pagamento das
bolsas “.
Por tudo isso que
foi exposto pedimos
ao nosso 1º
ministro, ao
ministro da
Educação, ao PCD, ao
MLSTP, aos partidos
sem assento
parlamentar, as
Igrejas, e todas as
pessoas que almejam
o desenvolvimento de
STP que comunguem
esforços
urgentemente e nos
tirem dessa
“trincheira” em que
nos submeteram ou se
não, façam com que
aqueles que não
suportam mais
regressem.
Não podemos estar a
assistir a situação
degradante e
humilhante dos
nossos compatriotas
e colegas
serenamente sem
fazer nada. SÃO
VIDAS HUMANAS.
Só para fazer um
reparo a um triste
facto que temos
acompanho pelos
medias;
Nos últimos tempos
os santomenses têm
se tornado gélidos
ao sofrimento dos
seus irmãos
assistindo vidrados
sem se quer mexer
uma única palha. Os
valores que sempre
nos nortearam têm
sido substituídos
por espíritos frios
e de um falso slogan
“deixem-nos
trabalhar”.
A ganância tomou
conta de nós e já
não se observa o que
é fazer uma boa
política e o que é
criar instabilidade,
tudo isso para não
falar em crise de
competências.
Pedimos desculpa
caso haja alguns
exageros, mas queira
o senhor 1º ministro
entender que as
nossas vidas estão
em perigo eminente
neste país longínquo
e é extremamente
difícil descrever o
que realmente
estamos passando, e
o fizemos no calor
do desespero.
Um bem haja a todos
e que DEUS abençoe
as nossas boas ações.
Ekigilson da
TrindadeViegas
Andre Neto da Cruz
Aldameide d´Assunção
Hermenegildo Souza
Ponte
Cleide Katy Boa
Morte
|