TROPICAL  o seu jornal de preferência  
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
 

Fernando Cruz Presidente da Assembleia Distrital de Água Grande

ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLÍTICA E PROGRESSO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

06-12-2007 - TRANSFERÊNCIA DE PESSOAS DO MERCADO DE PONTO PARA O MERCADO NOVO

Na transparência, eu sugeria que a Direcção da Câmara tomasse em consideração pedir a sua demissão.

Esta transparência representaria um acto histórico pelos 32 anos da sua independência. S. Tomé constrói o seu primeiro grande mercado no centro da cidade capital, por isso significa um êxito para todos os cidadãos santomenses. Não apenas para o momento político, oportuno para os falsos políticos venderem a sua cara…

Quero repetir falso político,  porquê?

Disse Fernando Cruz que a Câmara é um órgão executivo, Assembleia é um poder deliberativo. Ainda gostaria de lembrar que no artigo vigésimo quatro (24) da lei das autarquias locais, está bem claro, que a Assembleia Distrital é um órgão que representa distritos,  mas a Direcção da câmara nem pela cortesia teve a postura de convidar a Assembleia para abertura oficial do novo mercado. Não sei, ainda estão a tempo. Talvez ainda o farão (esta entrevista foi feita no mês de Junho).

Isto é o triste vergonhoso.

Quando tanto reclamamos pela mudança, alguns nesse momento estão a compor muitos pairas que a nós não nos interessam. Esta crítica é para ajudar e não para destruir. Qualquer político sem diplomacia não servirá a sua nação. Eu sei o que existe e as divergências entre contribuir e não contribuir para o desenvolvimento. Eu compreendo que alguns políticos santomense não gostam de Fernando Cruz, porque o Fernando Cruz defende a colectividade e tem a visão de progresso. Como o país está coberto de oportunistas, eu digo que alguns não querem o progresso.

Como contribuição minha, quero deixar aqui um desafio.

O país precisa de alguém com capacidade, com responsabilidade e com consciência de ser um santomense. Quando se fala em atraso da nossa cidade, muitas pessoas reclamam sempre, não temos dinheiro, como fazer desenvolver o país. Não se cria com o dinheiro, mas se cria com a cabeça.

Estamos em pleno século 21 e em vez de o executivo da Câmara pensar em criar mais redes e esgotos, estações de tratamento das águas residuais, disciplina no urbanismo e habitação, a criação de aterros sanitários para tratamentos dos resíduos sólidos, melhoramentos das redes viárias, apenas estão a ver o mercado e a Cidade por cima.

Seria melhor pensar em pequenos projectos para melhorar o conselho em seus aspectos físicos e trazer também a riqueza, recuperar o Parque Popular, único no país e que se encontra numa fase de degradação total, a libertação do balneário público feito com a ajuda do governo de Taiwan, vendido pelos nossos antecessores, entre outros. Esses são os aspectos que incomodam a Direcção da Câmara e porque Fernando Cruz aborda isto e apela para o desenvolvimento sustentado do país, não é bem visto. A direcção da Câmara que faz do conselho de Água Grande apenas o recinto do mercado não vê o resto e só faz de contas que as populações de Correia, de Boa Morte, de Oque-del-Rei, Bairro do Hospital, Praia Gambôa, S. João da Vargem, Riboque, Água Porca, Madre Deus, Chácara, Almeirim, Palha, Água Bôbô, S. Gabriel, S. Marçal, Pema-Pema, Pantufo, Vila Maria, Quilombo, Traz da Cadeia e S. António, são parte apenas da responsabilidade da Assembleia de Água Grande.

A Direcção da Câmara faz do Distrito apenas o mercado. Fernando Cruz como presidente da Assembleia Distrital de Água Grande, órgão que representa o Distrito e com poder de Fiscalização, não aceita a ideia do Distrito de Água Grande limitável ao espaço do mercado. Esta negligência opõe a Assembleia e a Câmara. A Assembleia apela a generalidade do Conselho para que, enquanto a direcção da Câmara pretenda fixar a sua atenção no mercado, esta será a nossa grande divergência.

Da parte do Governo, alguns ministérios estão a agir com o poder centralista e pretendem manter a Câmara como o seu departamento, passando por cima da Lei da autonomia local. Certamente aproveitar-se-iam disso como uma falia legislativa. Assim sendo,  não atribuíram qualquer orçamento ao Assembleia Distrital, na devida altura, e cada Assembleia Distrital vai funcionando graças ao bolso do seu presidente. Em que país estamos? Mesmo quando a vontade do senhor presidente Fradique de Menezes é ver o poder local a funcionar. Foi grande o esforço do senhor presidente para a eleição autárquica.

Mas existe ministério que trabalha como força do bloqueio. Para terminar, a entrevista neste jornal é uma entrevista livre e justa, com fundamento no melhoramento da nossa democracia, disse Fernando Cruz. Segundo o Presidente da Assembleia Distrital de Água Grande, o mesmo não vive a sombra do poder nem dos políticos. Apenas considera como empregado do povo de S. Tomé e Príncipe e como um bom gestor que tem responsabilidades para com todos os moradores do Distrito de Água Grande, porque estes sim são os meus patrões. Porque eles que me escolheram como representante e preciso só de força e coragem, força do bem para a derrota do mal.

Otávio Soares

  FOTO DO DIA

Notícias

Pagina Principal

Política

Turismo

Sociedade

Economia

Arquivo

Igreja Universal

Opinião

Moda

Editorial

Desporto

Saúde

Internacional

Cultura

 Turismo

Anúncio

PUBLICIDADES

Passatempo

Ficha Técnica 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Pagina Principal/Política/Turismo/Sociedade/Economia/Arquivo /Igreja Universal /Opinião /Moda/Editorial/Desporto/Saúde/Internacional/Cultura/ Turismo/Anúncio/PUBLICIDADES/Passatempo/

"Tropical Rua Padre Martinho Pinto da Rocha   S. Tomé - RDSTP,  C.P.   Tel.:   Telemóvel: 923140  Fax:    E-jornaltropica06@hotmail.com