Américo Barros considera a conjuntura económica internacional do ano que se finda, foi marcada pela crise comercial

“ proteccionismo, tensões geopolíticas e o impasse sobre o Brexit, que em conjunto, lançaram incerteza no mercado internacional, condicionaram o investimento privado  e desaceleraram o ritmo do crescimento da economia mundial em 3% para níveis mais baixo após a crise da divida soberana, que gerou uma crise económica global, cujo impacto devastador ainda hoje, ressentem as minúsculas economias tão dependentes da generosidade  externa como é o caso de S. Tome e Príncipe”, proferiu  hoje Américo Barros, Governador do Banco Central de S. Tome e Príncipe no seu  discurso de balanço  económico  do fim do ano de 2019 do BCSTP.

Segundo o governador, o fruto da expectativa do abrandamento económico global e das incertezas que lhe são adjacentes, os principais parceiros económicos de STP tornaram-se menos generosos quando aos donativos financeiros, facto que influenciou negativamente, os níveis de investimento publico nacional. Sublinhando “ Face ao exposto, concluímos que a conjuntura económica internacional, foi, de facto, bastante adversa aos propósitos da economia santomense”.

 Américo Barros adianta, “no  actual contexto estima-se  que o Produto Interno Bruto cresça a volta de 2%, sustentado, essencialmente, pela evolução positiva do turismo e agricultura, que este nível de crescimento constitui uma desaceleração justificadas pelo sectores da pesca e sobretudo da construção, na sequencia da redução do investimento publico que manteve a trajectória descendente dos últimos 3 anos”.

Este responsável afirmou “ a nossa missão de velar pela preservação do valor da moeda nacional, viu-se facilitada pela estabilidade cambial, decorrente da ancoragem da Dobra ao Euro através do Peg fixo e por outros factores com destaque para o arrefecimento da economia e ausência de choques”. Frisando a inflação acumulada em Novembro de 2019 cifrou-se em 5,7%, contra 8,0% no igual período do ano anterior  “, tendo afirmado “ espera-se uma inflação anual a rodar 6,6% que é compatível com a contracção da oferta monetária em 5,2%, determinada essencialmente pela continuada queda dos Activos Externos  Liquido 0,4% e uma expressiva contracção de Credito Liquido em 280% “.

“A queda das exportação em 15% e a ascensão   do País a categoria de desenvolvimento médio que acrescido de uma conjuntura internacional desfavorável, reduzido drasticamente os apoios financeiros sob forma de donativos”, afirma.  

Para Américo, Barros a balança comercial regista um redução de défice de 4%, justificada não pelo aumento da procura interna, mas pela diminuição de importação de bens em 5%. Os bem de capital que deviam gerar os níveis do emprego na economia regista uma queda de 27%.

“No sector fiscal dados até Setembro regista-se um défice primário de 1,9%, facto deve –se nos quais se incluem um nível  bastante modesto de arrecadação das receitas”,  disse.

Américo Barros no ponto de vista internacional para o ano 2020, espera-se um ambiente externo mais favorável a economia nacional decorrente do desanuviamento das tensões geopolíticas e maior crescimento da economia global . Que o estado prossiga com o princípio de honrar os seus compromissos internos em tempo oportuno o que ajudará a alavancar o tecido empresarial.

O. Soares

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