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ÁGUA GRANDE ESTÁ A MUDAR
-- O Presidente da Assembleia
Distrital de Água Grande falou ao Tropical
03-03-2007
Ainda
não é visível o nosso trabalho, atendendo que estamos a fazer um trabalho de
arrumar a casa, nós encontramos a casa completamente desarrumada durante
todo este tempo. Portanto, estamos a trabalhar na arrumação da casa é o que
afirmou Fernando Cruz, o
Presidente da Assembleia Distrital de Água Grande (na foto).
“Quando
estamos dentro da casa a fazer uma obra, pouca gente se apercebe e só quando
essa obra se realiza fora é que se apercebe de que ela está se fazendo. As
pessoas começam a ver de facto que a obra está a ser feita. A obra exterior
será quando nós começarmos a implementar grandes reformas estruturais do
Conselho de Água Grande, então será o momento que as pessoas vão começar de
facto a entender que nós estamos a trabalhar.
O
trabalho interior é o estudo dos projectos que nós estamos a implementar bem
como a organização de própria cidade, dos mercados, a sensibilização das
pessoas para conseguir melhorar a mentalidade dos nossos cidadãos, porque
este país jamais conhecerá dias melhores sem a mudança da mentalidade da
nossa gente.
Fernando
Cruz critica um facto que assistiu, um caso que considera dramático o qual
um miúdo realizou um pequeno furto a um taxista e o miúdo foi agredido
brutalmente por um grupo de cidadãos. Portanto, mas isso aconteceu ao pé
da Polícia de Investigação Criminal, disse Cruz.
O verdadeiro facto é o de ser a autoridade a
tomar uma medida, não fizeram e os populares fizeram a sua justiça. Isso
passa por uma mediocridade no comportamento e pela mentalidade das pessoas,
disse Fernando Cruz, afirmando ainda que, nós temos que trabalhar este
campo todo e só assim de facto nós poderemos começar a fazer um bom trabalho
nesta cidade.
Por
isso, eu julgo que as pessoas não estão a ver os trabalhos que nós estamos a
fazer, mas, no entanto, algumas pessoas estão a sentir que a nossa cidade já
começa a dar um sinal de mudança, embora ainda está bastante tímido, mas
pelo menos é um sinal de mudança. Nós estamos convictos se a oposição também
ter a consciência de fazer uma oposição construtiva, aprovar mais rápido
possível o Orçamento Geral do Estado, salienta-se que “nós vamos
começar de facto a poder trabalhar melhor, porque neste momento o país está
como que parado.
Vamos
estar em condições de implementar grandes obras e a da cidade, porque
existem vários prédios em ruína na cidade”,
afirmou Fernando da Cruz.
“Eu
pessoalmente estive reunido com o senhor Ministro das Infra-estruturas, o
Senhor Ministro da tutela da Reforma do Estado a discutirem esta situação,
encontrei grande sensibilidade da parte deles, apenas é uma questão de tempo
para de facto esse país começar andar. Quero
aproveitar a oportunidade aqui de deixar um pedido aos privados para que
eles também comecem a habituar em ter a sua intervenção mais ampla neste
país. Porque se a intervenção não for ampla da parte dos privados, nós vamos
ficar também um pouco atrofiados, porque, nós temos que acabar com esta
mentalidade de que será o Estado a fazer tudo! Nós temos vários prédios em
ruína nesta cidade, portanto este prédios, os privados também podem investir
na sua reconstrução e na criação de mais espaço para o mercado: Quando falo
no mercado não é este mercado informal que se está a fazer aqui, mas criar
espaço para escritórios, para lojas, para restaurantes e para os bares. Este
é um trabalho também que o empresário deve fazer e a população são-tomense
também terá que apoiar e fazer alguma coisa, contribuir.
Nós
temos um projecto de parqueamento de automóvel e tudo isto requer
investimento, disse Cruz.
Portanto as pessoas terão que começar a entender
que mais tarde vamos ter que cobrar o parqueamento de automóvel. Isto será
uma maneira de o cidadão contribuir de modo que nós possamos fazer obras que
nós pretendemos fazer, porque nós não podemos ter um país onde vamos ficar
somente à espera o Orçamento de Estado. Neste momento São Tomé está
empobrecido, porque o anterior governo, não é só um governo mas vários do
MLSTP levaram o país a um estado onde o país ficou completamente paralisado.
E com esse empobrecimento a agricultura ficou abandonada. O pior erro que o
Estado são-tomense cometeu.
Hoje
temos agricultura completamente paralisada, a construção civil praticamente
desapareceu em S. Tomé. Nós precisamos de criar uma política de urbanização,
criar política agrícola e para que o Estado também empenhe em arranjar o
mercado externo para a evacuação dos produtos, só depois disso é que o país
de facto pode ter um meio maior para o seu investimento. Enquanto esse meio
não se concretiza, cada cidadão são-tomense terá que entender que ele deve
começar a contribuir. Porque só da contribuição de todos é que se pode fazer
algo.
Octávio Soares
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