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AFRICADOC
APUROU CINCO CANDIDATOS PARA DAKAR
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Valdemar Viegas
apresentou Massacre de Batepá
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Né Zó apresenta
Bligá
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Januário vai
avançar com a tradição na Ilha do Príncipe
17-03-2007
ÁfricadOC realizou com sucesso o processo de recolha de documentalistas e ou
futuros cineastas santomenses com possibilidades de virem a apresentar no
próximo mês de Maio em Dakar/Senegal, a tese que dá origem aos seus
argumentos.
Valdemar
Viegas é uma das revelações saídas do último Workshop realizado em São Tomé
e que acolheu na Biblioteca Nacional cerca de 14 jovens com vocação para
Documentários e ou até realizadores de Cinema, e em que ficaram apurados
cinco jovens, cujos argumentos apresentados deram um pouco de brilho aos
trabalhos realizados pelo Tropical em promoção dos Whorkshops realizados.
Depois de São
Tomé, a África Doc tem uma comissão que realiza também em Luanda busca de
revelações das terras angolanas que se juntando aos cinco seleccionados no
País, farão parte de uma comitiva com um ou mais elementos apurados para
Dakar/Senegal.
Tropical –
Valdemar, como vês os cinco ou sete dias que estiveram com a África DOC em
formação?
Valdemar Viegas
Ferreira da Graça – Foram cinco dias de formação intensiva em preparação de
documentários cinematográficos, trabalho intenso, eu aprendi muitas coisas
que não sabia e contribuíram para reforçar o meu conhecimento de Cinema e
documentários, falamos de coisas que eu conhecia e também de muitas que eu
desconhecia. Aprendi muito.
T – Soubemos
que o teu projecto ficou apurado no rol dos cinco apresentados neste
Warkshop. De que se trata?
VVFG – Trata-se
de um pesquisa que eu andei a fazer e que pretendo descrever começando por
retratar uma figura nacional de renome, que é a poetisa santomense Alda do
Espírito Santo, é uma das figuras histórias do país, que viveu os dramas do
Massacre de Batepá, escapou com vida e está viva como uma das referências
deste triste episódio. Eu, sem dramatizar, pretendo trazer alguns aspectos
desse facto.
T - Quantos
projectos foram apurados?
VVFG – Foram
apurados cerca de cinco, todos seleccionado no decorrer destes dias. Os
projectos serão avaliados ao longo do mês de Abril e Maio próximos. Pode ser
que alguns fiquem apurados e estaremos a marcar os nossos passos no mundo do
cinema e dos documentários cinematográficos.
Sim, Valdemar,
pode ser que sim e este é o propósito firme do Tropical promover os nossos
artistas. Ficamos a saber que dentre os apurados nesta primeira fase estão o
Januário (um dos personagens da curtametragem sobre o Sida apresentado já
pela televisão santomense ) que irá falar de uma das culturais tradicionais
do Príncipe, o João Carlos Né Zó que certamente vai falar de Bligá (jogo de
cacetes), Edgar Nilsom e Celso Gaspar, cujos trabalhos foram também vistos.
Batepá é uma das
referências históricas cuja documentação importa aos santomenses em geral
poder retratar com alguma profusão. Há de todo um interesse no conteúdo,
enlace e desenlace que denota para a cultura e para a história de São Tomé e
Príncipe.
Manú Barreto |