
JORNAL TROPICAL
SEMANA DE PREÇOS ALTOS
COMBUSTÍVEL EM ALTA
14-09-2007
-
Já se encontra em vigor novos preços
de combustível. Mas esse aumento vai anular todo o efeito do recente
ajuste salarial na função pública e encarecer ainda mais os custos de
vida das populações.
A gasolina sai de 16 para 20 mil Dobras, um aumento de 25 por cento, o gasóleo passa a custar 16 mil dobras, sofrendo um aumento de 14,3 % e o petróleo doméstico sai de 6 para 8 mil dobras, um aumento de 33,3 por cento. Esta foi a única alternativa que o governo encontrou para a carência que opõe a ENCO a EMAE.
A Empresa Nacional de Combustíveis e Óleo colocou nas garras do governo a nova tabela e o executivo já decidiu. Para o governo não houve outra saída. A ENCO não faz acertos nos preços há mais de um ano e tem um problema grave com a empresa de água e electricidade que amontoou uma divida, cerca de 5 milhões de dólares. A ENCO diz que sem cobrar as dividas e sem fazer acertos nos preços do combustível a empresa vai a bancarrota. Os cortes constantes no fornecimento de energia eléctrica volta a afectar as populações, a administração pública e as empresas privadas. Desta vez não é por causa da avaria nos grupos geradores que alimentam a única central térmica do país, mas porque a Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos, ENCO, decidiu não dar mais gasóleo fiado a Empresa de Agua e Energia, EMAE.
A ENCO justifica a sua decisão, acusando a EMAE de empresa devedora, não honrando os seus compromissos com o pagamento de uma divida de 63 biliões de Dobras, contraída com o abastecimento de gasóleo aos seus geradores.
Convertido em moedas estrangeiras, são cerca de cinco milhões de dólares de dívida. Para o director da ENCO, José Barbosa, essa divida tornou-se insustentável e está a levar a empresa a falência. E uma das saídas apontadas para evitar mais derrapagem financeira, foi suspender o fornecimento do gasóleo a EMAE.
Mesmo depois de anunciada a sua decisão, a ENCO continuou a fornecer gasóleo a credito a EMAE por mais uma semana. Até então a empresa de água e energia preferiu manter o “blecaute” sobre todo este episódio. O governo que tem a tutela da EMAE e é ao mesmo tempo o principal devedor desta empresa, também não se pronunciou, não obstante ter-se reunido em conselho de ministros para analisar a situação.
Mas as consequências já estão à vista. Sem dinheiro para comprar a pronto pagamento os 30 mil litros de gasóleo diário, necessários para fazer funcionar os grupos geradores, a empresa de água e electricidade retomou os cortes de energia eléctrica. Os moradores das diversas localidades estão a reclamar, a câmara do comércio e industria já veio a publico dizer que os cortes de energia estão a prejudicar o sector privado e a própria administração pública está a trabalhar praticamente a meio gás.
Os operadores económicos apelam o governo para encontrar uma solução para o problema, mas a alternativa que está em cima da mesa é o aumento do preço dos combustíveis.
A ENCO já remeteu ao governo uma tabela e espera a decisão do executivo. Mas tudo indica que a população pode vir a confrontar-se já nos próximos dias com novos preços da gasolina, gasóleo e petróleo, o que vai automaticamente tornar ainda mais insuportável o custo de vida das populações.
Octávio Soares
| Pagina Principal/Política/Turismo/Sociedade/Economia/Arquivo /Igreja Universal /Opinião /Moda/Editorial/Desporto/Saúde/Internacional/Cultura/ Turismo/Anúncio/PUBLICIDADES/Passatempo/ |
|
"Tropical " Rua Padre Martinho Pinto da Rocha S. Tomé - RDSTP, C.P. Tel.: Telemóvel: 923140 Fax: E-jornaltropica06@hotmail.com |