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2007 EM RISCO POR CAUSA
DOS ERROS
20-02-2007 Mal vai a
coisa quando um ano chegou ao fim e nenhuma saudade nos
fica
do tempo que passou.
Dois mil e seis é um desses exemplos.
De expectativa em expectativa fomos adiando
a consumação das muitas promessas feitas, sem que nos alegrasse o
cumprimento de alguma delas.
Em boa verdade, a insensata pretensão de
ver resolvidos todos os grandes vazios que marcaram o quotidiano dos
são-tomenses não constituía de per si o tónico revigorante de uma sociedade
enferma de muitos males. Mas paradoxalmente, bastar-nos-ia que apenas uma
promessa fosse cumprida para nos devolver a esperança de que a mudança está
afinal com boas perspectivas de ser conseguida. Mas não! Chegamos ao fim de
2006 sem que nada de bom anunciasse a chegada de tempos melhores.
Estamos mais pobres, o sistema de ensino
está cada vez pior, o custo de vida está mais caro, o poder de compra da
população tem diminuído bastante, o negócio tem sofrido baixas constantes, a
energia eléctrica oscila negativamente e ainda por cima agravado com altas
taxas alfandegárias, que de forma lesiva à toda a população com pretexto de
aprovisionar os cofres do Estado, mas sim aos bolsos de uns poucos
visionários.
Para piorar ainda há mais o caso, os
doentes com Sida, afinal não são nada os cento e cinquenta conforme nos foi
notificado pelo Ministério da Saúde, mas sim, a realidade assume proporções
verdadeiramente assustadoras. A seu tempo conheceremos os números exactos
deste flagelo no nosso país e o seu impacto no futuro de S. Tomé e Príncipe.
Willman Bannet
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